12/03/2010

MEP Europa

Por uma Europa de rosto humano



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“Fiz o curso de Comunicação Social na Universidade Nova de Lisboa e comecei a fazer jornalismo quando tinha 20 anos. Primeiro como estagiária no departamento de Eurovisão da RTP, depois como coordenadora do Servicio Iberoamericano de Notícias na TVE, em Madrid, e durante 12 anos seguidos como reporter do Telejornal, na RTP. Ao mesmo tempo fiz reportagens diárias na TSF (de mota, no início da Rádio em Directo) e escrevi semanalmente no jornal O Independente.
Na RTP fiz Grandes Reportagens e Documentários de Investigação. Ganhei o meu primeiro prémio de jornalismo em 1991, o ano em que o meu filho nasceu. Depois saí da RTP e fiz séries de programas para a SIC (Verdes Anos e Primeiros Anos, entre outros, que me valeram uma inesperada condecoração do presidente da República, simbolicamente atribuida “pelo debate e defesa pública das questões ligadas à Educação”), durante três anos seguidos assinei semanalmente a última página d’O Independente onde escrevia o Obituário, uma categoria de jornalismo tipicamente inglesa que na altura não se usava nos jornais portugueses. A ideia de inaugurar o estilo Obituário no Independente foi de Paulo Portas, então director do jornal, e devo-lhe a ele este exercício semanal que me obrigou a afinar e depurar a minha escrita. Aqueles três anos seguidos foram, para mim, uma grande escola.
Deixei de fazer reportagem de mota na TSF quando percebi que a manutenção das motas era uma completa ficção, depois de uma primeira queda sem consequências.
Decidi fazer apenas televisão e escrever nos jornais. Primeiro n’O Independente e depois no Público. Comecei a escrever uma crónica semanal na revista Pública há 13 anos. Desde então fiz muitas outras coisas no Público: a revista XIS (que durou 8 anos, até 2007) e crónicas semanais no jornal.
Em matéria de escrita semanal, sinto que pertenço inteiramente ao Público, jornal que leio todos os dias e considero ser o melhor jornal português. Antes de lá trabalhar já achava o mesmo e se um dia sair sei que nem a minha avaliação nem o meu sentimento de pertença mudam. Há coisas que nunca mudam. Durante alguns anos em que fui cronista do Público fui também directora da revista Pais & Filhos.
Voltei a fazer televisão uma e outra vez na SIC e SIC Mulher mas mantive o critério ‘
free lancer’ por uma questão de escolha pessoal e estratégia profissional. Participo regularmente em encontros, debates, conferências e seminários em escolas e instituições públicas ou privadas em todo o país (ilhas incluídas) e vou com alguma assiduidade a lugares menos comuns como cadeias e centros de recuperação onde sinto que fico muito mais próxima daqueles que, de uma forma ou de outra, vivem ‘ à margem’. De resto escrevo sobre aquilo que me marca e interpela, sobre o que me toca e comove e, neste sentido, acho que tenho uma escrita impressionista.
O facto de ter criado a XIS, uma revista de atitude positiva, motivação e paisagem interior que falava de relações e valores e divulgava semanalmente causas e boas práticas, dizia eu que o facto de durante estes anos todos ter feito esta espécie de jornalismo construtivo colou a minha imagem à da ‘jornalista boazinha’ que não sou nem nunca fui. Muito pelo contrário.
Prefiro, no entanto, não ter rótulos e acreditar que fazemos melhor aquilo que fazemos com convicção. Durante 8 anos acreditei profundamente no conceito da XIS e a fidelidade e o
feed-back dos seus leitores devolveu-me a certeza de estar a fazer a coisa certa, na altura certa. Agora, que a XIS acabou, sinto que fechei um ciclo mas continuo a acreditar que ‘melhor é sempre possível!’. Voltei a fazer o jornalismo abrangente e diversificado que sempre fiz e gosto de sentir que tenho muito a aprender e a explorar. (…)”

in http://laurindaalves.blogs.sapo.pt/

Entretanto, Laurinda Alves aceitou a proposta do MEP para se candidatar como cabeça de lista às Eleições ao Parlamento Europeu e tem vindo, ao longo dos últimos meses, a publicar crónicas regulares sobre as acções da campanha que pode acompanhar aqui.

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5 Responses

  1. Artur Cosme Ramos Disse,

    Enviei hoje uma mensagem para o programa da RTP - Prós e Contras a emitir amanhã, sobre o debate “Europeias”. Como não mensionaram o nome da Drª. Laurinda Alves nos candidatos, achei ser necessário lembrar que, em democracia, todos os candidatos devem ter o mesmo tratamento até ao dia das eleições.
    Eu com ou sem debate, vou votar em si.
    Um abraço e boa sorte.

    Em April 19th, 2009 às 15:02

  2. Manuela Vieira Disse,

    Olá Laurinda
    Senti uma lufada de ar fresco, neste clima de poluição política em que vivemos, quando vi a tua foto num cartaz de campanha anunciada por um movimento de cidadãos.A política está-te no sangue, a capacidade de encabeçar causas também. Sei que defendes os valores não com palavras mas com argumentos, não com falas de jornalista experiente, mas com refletida convicção. Aqueles que irão votar em ti, talvez sejam apenas uma minoria, talvez a tua candidatura estas eleições seja apenas um ponto e virgula no relato da história. Mas deixas-nos com a certeza de que alguém dá voz à nossa opinião e à nossa vontade de fazer a diferença, num mundo de incoerência viciada. Conta comigo.
    Manuela Vieira (Nela para os mais próximos)

    Em April 25th, 2009 às 10:18

  3. Catalina Mendes Disse,

    Laurindinha,

    Que podemos nós mulheres fazer, para ganhares a eleição?
    Conheço centenas / milhares de pessoas, até, dá-me uma dica. Faremos o que pudermos para ajudar nesta caminhada.

    Força e garra!

    Catalina

    Em May 8th, 2009 às 11:38

  4. Teresa Reis Disse,

    Bom dia.
    Há várias eleições que voto em branco como forma de protesto á politica existente em Portugal. Desde o 25 de Abril que o poder neste país se encontra sempre nas mãos dos mesmos. É um grupinho restrito independentemente da cor política. Não acredito que em um país onde se fala tanto da juventude e de novas oportunidades aos jovens não existam pessoas jovens capazes de liderar os partidos. Não são sempre os mesmos, é como se todos andassem a encobrir os podres uns dos outros e quem entra no clube faz como que um pacto. Não existe transparência, o Estado tem despesas absurdas desnecessárias enquanto a maioria dos seus cidadãos passam miséria. É preciso um basta na corrupção! Uma vez mais tencionava votar em branco quando descobri o MEP. Tenho Esperança no Movimento Esperança Portugal.
    Tenho a Laurinda como pessoa íntegra e honesta. Um Bem Haja para si. Conte comigo.

    Em June 6th, 2009 às 09:37

  5. Rui Branco Disse,

    Pode continuar a contar connosco!
    Obrigado Teresa.

    Em June 8th, 2009 às 17:57

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