08/09/2010

MEP Europa

Por uma Europa de rosto humano


Laurinda Alves candidata ao PE

Por alberto.rebolaem 26/03/2009

mensageiroDefender uma Europa para os cidadãos, as causas sociais e o desenvolvimento de programas de voluntariado são os principais objectivos de Laurinda Alves, candidata independente ao Parlamento Europeu pelo partido Movimento Esperança Portugal (MEP). A candidata, ex-jornalista, visitou, no passado dia 21, Bragança e Vila Real, para actualizar o seu olhar sobre esta região e apresentar as suas propostas. Laurinda Alves referiu que actualmente a Europa é um projecto muito normativo, excessivamente burocratizado, com muitas instituições, muitas siglas e afastado do espírito que presidiu à sua criação. “Tenho como propósito recentrar o olhar na Europa dos cidadão, uma Europa que é um projecto político e económico, mas também é um projecto humanista e só cresceu por isso mesmo”, afirmou. Segundo a candidata, “há muita coisa que se tem desvirtuado na Europa, há muita assimetria, muita desigualdade, muito excesso. Temos na Europa muitas vezes a coabitar os países mais ricos com os mais pobres”, sublinhou. Para Laurinda Alves é necessário ser solidário com os países mais pobres, que entraram mais recentemente na União Europeia e, “numa altura em que não sobra dinheiro no bolso de ninguém, há muitas maneiras de contribuir”. A candidata propõe um contributo de cidadania, o desenvolvimento de programas de voluntariado. “Todos precisamos de contribuir mais, de participar nestes programas de voluntariado na Europa, para acolher os mais frágeis”, disse, acrescentado que num perímetro de 500 milhões de cidadãos há 78 milhões muito pobres e em risco de exclusão. Na situação actual em que o desemprego, a empregabilidade precária, a instabilidade e a falta de alternativas são problemas graves para muitos cidadãos e famílias, Laurinda Alves apresentou o seu próprio exemplo, como um exemplo de “esperança”. Tendo sido jornalista e directora da Revista XIS, quando esta fechou ficou desempregada, aos 45 anos. “Aquilo que me ajudou a atravessar esse tempo, a mim e a outras pessoas à minha volta, foi encontrar esses recursos para conseguir dar mais trabalho aceitando até não ganhar, seja no voluntariado, que foi o meu caso, seja muitas vezes a trabalhar em empresa sem ganhar, investindo na aquisição de novas competências”. Na sua volta completa ao país, no âmbito da campanha ao Parlamento Europeu, tem encontrado outros exemplos de esperança, renovação e resistência. “O que mais me tem tocado é a capacidade que as pessoas têm de se reconstruir, de se renovarem”. Mas, como “ninguém atravessa as crises sozinho, temos que acrescentar vozes, no Parlamento Europeu às que estão neste sector das causas sociais”. Laurinda Alves também ficou sensibilizada com a abertura com que as pessoas têm acolhidos a sua campanha.

Ana Preto, in Mensageiro de Bragança, 25-Março-2009

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