03/09/2010

MEP Europa

Por uma Europa de rosto humano


Arquivo April, 2009

MEP Minho em Esposende, Ponte de Lima e Vila Verde

Por alberto.rebolaem 30/04/2009


arruadasminho1

Nos dias 24 e 25 de Abril, o MEP Minho visitou Esposende, Ponte de Lima e Vila Verde, dando continuidade ao programa de arruadas.
A receptividade das pessoas face à nossa abordagem continua a ser muito positiva, o que nos dá animo e força para continuar!
Em Ponte de Lima encontramos um “clima” festa, pois celebrava-se o 25 de Abril e a praça central encontrava-se repleta de pessoas que reagiram muito bem, sempre que nos aproximamos  para falar do MEP e da Laurinda Alves enquanto candidata ao Parlamento Europeu.
Estas arruadas contaram não só com a Gina, o Jorge, a Anabela e a Sónia, mas também com a Isabel e a Alexandra, duas jovens que se juntaram a nós e cujo contributo foi fantástico.



votemepLista de 12 partidos e 1 coligação que se apresentam às eleições europeias - ordem no boletim de voto:

1 - Bloco de Esquerda - BE
2 - CDU - Coligação Democrática Unitária –PCP/PEV
3 - Partido Social Democrata - PPD/PSD
4 - Partido da terra - MPT
5 - Partido Popular Monárquico - PPM
6 - Movimento Esperança Portugal - MEP
7 - Partido Socialista - PS
8 - Partido Popular – CDS-PP
9 - Partido Nacional Renovador - PNR
10 - Movimento Mérito e Sociedade - MMS
11 - Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses PCPT/MRPP
12 - Partido Operário de Unidade Socialista - POUS
13 - Partido Humanista - PH



carasPode dizer-se que Laurinda Alves está a passar por um momento muito especial na sua vida. Depois de anunciar a sua candidatura às eleições europeias pelo Movimento Esperança Portugal (MEP), a cronista apresentou, na Fnac do Chiado, o seu mais recente livro, Coisas da Vida. 
 
O espaço encheu-se rapidamente com amigos e admiradores da escritora, que fez questão de cumprimentar todas as pessoas quando chegou. 
 
E foi neste ambiente quase familiar que Laurinda partilhou com a plateia os sentimentos que pautaram toda a criação deste livro: “Penso que este livro é o mais importante do período pós-fim da [revista] Xis. 
 
Foram dois anos muito difíceis, mas muito transformadores. E todas as histórias que conto neste livro ajudaramme a vivê-los.” 
 
As dificuldades pelas quais passou, depois de ter perdido o emprego, quando foi extinta a revista que dirigia, parecem fazer parte do passado, e agora Laurinda Alves entrega-se de corpo e alma à sua candidatura à Europa. 
 
Contudo, esta dedicação não põe em causa a sua grande prioridade, que continua a ser o bem-estar da família. Aliás, a escritora só aceitou esta aventura, porque conta com o apoio incondicional dos familiares e em especial do filho, Martim, fruto da sua relação com Miguel Sousa Tavares: 
 
“Só aceitei este desafio porque a minha família me apoia e incentiva. O meu filho está quase a fazer 18 anos e está numa fase de maior autonomia. E já estou a preparar tudo para que as mudanças ocorram da melhor forma. Tem sido um desafio colossal, mas que me tem ajudado a crescer.”

Caras, 25-Abril-2009



semanario1

LAURINDA ALVES, CANDIDATA DO MOVIMENTO ESPERANÇA PORTUGAL AO PE

Por que razão uma pessoa ligada ao jornalismo se vira para a política? O que é que esta na génese deste apelo pela vida política? 
 
Eu continuo a fazer na política o que já estava a fazer no jornalismo. A revista XIS, que eu criei, já era um amplificador de vozes, uma expressão de cidadania e de militância cívica. Fazíamos um jornalismo em contracorrente, um jornalismo positivo, construtivo, de causas, e agora defendo na política estas mesmas causas que amplifiquei nos media. Há uma lógica de coerência e um princípio de consequência nesta minha decisão. Sinto que represento os cidadãos na política e as minhas causas são as causas sociais. 
 
Já foi convidada, pelo menos duas vezes, para integrar listas partidárias (em lugar elegível) ao Parlamento Europeu. Recusou sempre. Por que razão decidiu agora aceitar? Ainda mais num cenário mais difícil em termos políticos. 
 
Foi precisamente por atravessarmos tempos difíceis em que nos é exigido a todos darmos passos e comprometermo-nos na construção do bem comum. Em tempos de crise temos que nos fazer todos os dias a pergunta sagrada de Gibran que J.F. Kennedy imortalizou nos seus tempos de campanha eleitoral. A pergunta de Khalil Gibran, autor de O Profeta, é: “Não perguntes à vida o que é que ela te pode dar, pergunta-te o que podes dar à vida.” Esta interrogação, com esta urgência e com este sentido de contributo cívico e social, foram o que me levaram a comprometer com esta nova maneira de fazer política que é a política dos cidadãos que não cresceram nas estruturas partidárias nem dependem da política e representam uma imensa legião de pessoas que não se reconhecem nos políticos convencionais. 
 
Sendo uma mulher de causas sociais, acha que este convite do MEP para encabeçar a lista às europeias, poderá ser interpretado também como um reconhecimento pelo seu trabalho? 
 
Espero sinceramente que sim. 
 
O primeiro desafio eleitoral que o MEP terá vão ser as eleições em que a Laurinda Alves é a cabeça de lista. Sente o peso dessa responsabilidade? 
 
Sinto, acima de tudo, que quero contribuir para que este movimento de cidadãos empenhados em acrescentar valor e valores à política tenha mais visibilidade, impacto, notoriedade, reconhecimento e expressão. E importante enraizar o MEP e esta nova atitude na sociedade e nas mentalidades. Temos que aprofundar a nossa dimensão humanista e criar raízes cívicas mais fundas. A aposta neste exercício de cidadania e o desafio de me candidatar ao Parlamento Europeu, que é um centro de decisão onde se decide a nossa vida todos os dias é, de facto, um desafio de grande responsabilidade mas curiosamente não me pesa. Torna-me responsável mas não me acrescenta peso. Sei que esta certeza vem do facto de contar com uma fabulosa equipa no MEP e MEP Europa. 
 
Não teme que a pouca visibilidade que o partido tem junto da opinião pública possa influenciar negativamente o seu resultado eleitoral? 
 
Há, naturalmente, um longo caminho a percorrer em termos de visibilidade junto da opinião pública. Mas é esse o caminho que estamos a fazer há cinco meses, atravessando o País de norte a sul (ilhas incluídas), dando-nos a conhecer e conhecendo ainda melhor o país real, no momento actual. Confio que são as minorias que fazem avançar o mundo. 
 
Se for eleita deputada ao Parlamento Europeu, que caderno de encargos pretende apresentar? 
 
O caderno de encargos é público, foi definido colectivamente pelo MEP e pelos membros da lista às europeias e deu forma a um pequeno mas ambicioso programa eleitoral que tem na frase “Por uma Europa de Rosto Humano” o seu mote fundamental. Procurámos inspiração no espírito e nos ideais dos fundadores da União Europeia e temperámo-lo com a necessidade de contribuir, desde logo, junto dos portugueses, com uma outra forma de assumir os seus anseios face a este projecto político singular tantas vezes mal compreendido e mal acarinhado. É para evitar esse virar de costas e um certo desprezo ou secundarização do projecto europeu que nos bateremos. 
 
Acredita que pode ser eleita para o Parlamento Europeu? 
 
Acredito e repare que não falo em expectativas irrealistas. Sei que é uma eleição extraordinariamente difícil, mas não é impossível. Só é impossível aquilo que não tentamos e, nesta lógica, estou a tentar contribuir para que o MEP tenha voz e expressão europeia. Acredito que posso ser eleita por uma conjugação de três factores: o reconhecimento público do meu trabalho e da minha militância cívica; o reconhecimento público do trabalho, causas e acção na área social de Rui Marques e o número de pessoas que conseguimos tocar durante esta campanha, com esta mensagem e esta atitude de “novos-políticos” que ampliam a voz dos cidadãos. 
 
Falemos de duas ou três questões concretas. É a favor ou contra o Tratado de Lisboa? Porquê? 
 
Consigo perceber a frustração de quem tem a ambição de querer um projecto europeu, um conjunto de instituições e de regras de entendimento, melhores do que as previstas no Tratado de Lisboa, mas já não entendo bem os que usam essa insatisfação para defender a cristalização do projecto numa etapa anterior que em vários aspectos fundamentais fica aquém do avanço que constitui o Tratado de Lisboa. Como símbolo da bondade deste tratado face àquele que se encontra ainda em vigor, recordo que teremos um Parlamento Europeu com mais competências em áreas até aqui exclusivas da Comissão ou do Conselho, com mais poder para contribuir para as decisões importantes da União Europeia sendo chamado a co-decidir em quase todas as áreas legislativas. O Parlamento Europeu é por excelência o bastião da democracia da União Europeia, caminhar para a sua crescente responsabilização é um avanço muito importante que o Tratado de Lisboa permite. 
 
É favorável à entrada da Turquia na União Europeia? 
 
Da Turquia, dos países balcânicos e de outras nações desde que respeitem o “caderno de encargos” económico, político e civilizacional nos moldes daquele que definimos de comum acordo com os nossos parceiros turcos. Respeitadas estas pré-condições deve seguir-se naturalmente a adesão definitiva e de pleno direito. Seria uma excelente notícia para o Mundo, uma óptima garantia em favor da paz, se a Turquia, no futuro próximo, conseguisse desenvolver as reformas indispensáveis para garantir a entrada plena na União Europeia. 
 
Acha que Durão Barroso deve estar à frente da Comissão Europeia por mais um mandato? 
 
O actual presidente foi ao longo do seu mandato factor de união e gerador de consensos.Foi sempre uma mais-valia para a União Europeia. É isso que devemos reter quando temos que tomar a decisão de apoiar ou não a sua recandidatura para este cargo. O MEP já tomou a sua decisão de princípio, que eu partilho inteiramente: iremos apoiar a recandidatura do actual presidente da Comissão Europeia.

Inês Sousa, in Semanário 24-Abril-2009

Tornar a União Europeia mais “humana”

Por alberto.rebolaem 25/04/2009


radiocavado1A conhecida jornalista Laurinda Alves é o rosto do MEP - Movimento Esperança Portugal para as próximas eleições europeias.

O MEP foi formado há cerca de um ano, e agora apresenta Laurinda Alves como cabeça de lista às eleições europeias. A jornalista está a fazer um périplo pelo país para apresentar as razões que a levaram a aceitar o convite para se candidatar ao Parlamento Europeu e esteve no passado dia 21 em Barcelos.
A campanha da candidata a eurodeputada vai ser virada para a área social de forma a humanizar a Europa “burucratizada e distante das pessoas”.
Laurinda Alves diz que esta linha segue o que já fazia no jornalismo que sempre foi positivo e construtivo, procurando uma lógica de acrescentar valor: “Eu procuro continuar a fazer isso na política. Quero apresentar um lado positivo de uma área que está descredibilizada, manchada e reduzida à sua expressão mínima. Eu quero mostrar que os políticos não são todos iguais e não são todos maus”.
Querendo uma Europa mais solidária, a candidata do MEP pretende recentrar os valores no projecto que os pais fundadores da União Europeia tinham inicialmente, muito mais virados para as questões sociais e humanas.
Quanto a projectos, pretende uma UE que promova uma verdadeira integração dos imigrantes, e que não se limite a controlar os seus fluxos.
Pretende que, em tempo de crise o esforço de formação das pessoas seja alargado, e que programas como o Erasmus sejam alargados, no seu espírito, e que não contemplem apenas os estudantes, mas promovam o intercâmbio de profissionais entre os países como, por exemplo, funcionários públicos, médicos ou professores.
A candidata diz que Portugal está a receber da Europa há 23 anos, pelo que é altura em tempos difíceis, dar alguma coisa: “Nós sempre recebemos da União Europeia e nunca demos nada em troca. Chegou a altura de devolvermos. Como não sobra dinheiro, é altura de potenciarmos os programas de voluntariado”.
Laurinda Alves tem como objectivo a sua eleição como eurodeputada, e está a procurar levar a sua mensagem, falando em nome dos descrentes e desanimados com a situação actual de crise extrema.

Outra visão da política 

Laurinda Alves vê-se agora na dupla qualidade de jornalista e política. A própria não esconde uma certa admiração por esta sua nova condição. O que demonstra é já uma visão muito diferente sobre a forma com vê a política e o papel que os políticos devem ter no actual contexto de crise.
A cabeça de lista pelo MEP às eleições Europeias deu um passo em direcção ao “voluntariado político”, explicando em Barcelos que “é preciso haver um voluntariado da cidadania, que envolva os cidadãos e que dê esta noção do contributo”.
A jornalista lamentou o facto das pessoas se revelarem muito distantes das questões Europeias, propondo-se a “mobilizar os eleitores a irem votar”, mostrando que o espaço europeu é, acima de tudo, dos cidadãos e que estes devem contribuir para a sua construção.

Carlos Cunha, in Rádio Cávado, 23-Abril 2009



rbrigantiaHá semanas no Governo Sombra (programa de humor, escárnio e mal dizer que ainda tem o recorde de maior número de referências feitas na TSF ao MEP), o Pedro Mexia brincava com a proliferação de colunistas do Público que eram convidados para concorrerem às eleições Europeias: Laurinda Alves, Vital Moreira, Rui Tavares. Hoje, a anedota perdeu um argumento. Por razões orçamentais Laurinda Alves que assinava uma página semanal à sexta-feira foi dispensada do Público. Imagino que tenha sido uma decisão extremamente complicada para José Manuel Fernandes pelas suspeições naturais que uma decisão destas a escasso dias de uma campanha eleitoral coloca. A Laurinda escreve há quase uma década no Público; ser a única dispensada a escasso dias do início da única campanha eleitoral em que se assume como candidata num jornal que conta com colunistas de partidos concorrentes é inovador e seguramente terá pouco a ver com critérios jornalísticos.

Espero que o Público arribe e que não tenha de voltar a tomar decisões tão complicadas. Espero que possa continuar a contar com os escrito de Vital Moreira e de Rui Tavares, entre muitos outros.
Recordo que não há muito tempo Rui Marques, que escrevia também regularmente no Correio da Manhã teve igual destino. Quem é Rui Marques? O presidente do MEP. É a economia, estúpido! Calha a todos não é? Felizmente não acredito em bruxas pero…
(Também publicado aqui)

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