Laurinda Alves, cabeça de lista do Movimento Esperança Portugal (MEP) às eleições europeias, considera que os grandes meios de comunicação social tendem a “descalibrar a realidade”, em especial a realidade que se vive em Setúbal. Para a jornalista, apesar de “esta ser uma zona de grandes dramas”, as pessoas têm “esperança e têm demonstrado uma excelente abertura a este movimento cívico”, pois “anseiam por transformações sociais”.
De acordo com a cabeça de lista do MEP, foi “difícil dizer sim a este desafio” de se candidatar às próximas eleições europeias. No entanto, e à semelhança do seu trabalho, que “já expressava cidadania e militância cívica”, Laurinda Alves esclarece que este é mais “um passo em direcção a uma política de esperança activa”, já que, em “tempos dramáticos e exigentes que se vivem”, as pessoas têm o hábito “de reduzir os políticos à sua expressão mínima”.
“Tem sido difícil percorrer o país, em especial o interior, em meio ano, pela realidade mais dura”, desabafa Laurinda Alves, que explica que as propostas do MEP assentam em medidas no campo social, já que “as pessoas estão aflitas”, existindo mesmo “situações dramáticas de desemprego, de violência, de deficiência e de pessoas que estão em risco de pobreza extrema”. A somar a isto, a candidata do MEP frisa ainda que os portugueses sofrem de “défice de sentido de pertença”, em relação à Europa, especialmente “as populações mais velhas”.
Apesar de reconhecer que a sua eleição é difícil, mas “não impossível”, a cabeça de lista do MEP adianta que a sua campanha assenta, particularmente na questão da inclusão dos deficientes, pois “Portugal tem barreiras arquitectónicas abissais”, e no incentivo aos cuidados paliativos, “já que as pessoas com doenças em estado avançado e a ponto de morrer merecem a mesma dignidade do que aqueles que nascem”. Para Laurinda Alves, é necessário ainda Portugal “dar muito mais de si e contribuir com um reforço da cidadania e potenciar o voluntariado”, uma vez que também já “recebeu muito da Europa”.
Na opinião de Rui Marques, presidente do MEP, Laurinda Alves é uma “cidadã que representa a mensagem que o partido quer transmitir”, pelo que se congratula “com a coragem” da jornalista ao “aceitar este desafio”. Sobre a posição ideológica do partido, Rui Marques afirma que o MEP se situa “no verdadeiro centro com convicções e capacidade para alcançar o diálogo de forma sustentada”. “O MEP vai ser um grande partido político centrista à semelhança de outros congéneres europeus”, conclui.
Setúbal na Rede, 17-4-2009
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1 Response
Laurinda Há muito que precisavamos de alguem como você, por quem tenho a mais profunda admiração, para fazer nos fazermos ouvir. E a Laurinda è essa pessoa. O seu olhar è transparente, olha as pessoas nos olhos ( coisa rara hoje em dia ) ao mesmo tempo que transmite confiança e paz. Expressa-se com clareza e de forma a que todos a compreendam, porque não está a arranjar palavras caras (para ficar bem na fotografia), diz o que lhe vai na alma pura e simplesmente como quem dá um conselho a uma amigo e com o qual este se sente reconfortado. Muito mais tenho a dizer sobre o que penso de si… mas deixe só agradecer-lhe por ainda existirem pessoas como a Laurinda e um Obrigada por sem assim. Parabéns!
Em April 19th, 2009 às 06:35
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