Há semanas no Governo Sombra (programa de humor, escárnio e mal dizer que ainda tem o recorde de maior número de referências feitas na TSF ao MEP), o Pedro Mexia brincava com a proliferação de colunistas do Público que eram convidados para concorrerem às eleições Europeias: Laurinda Alves, Vital Moreira, Rui Tavares. Hoje, a anedota perdeu um argumento. Por razões orçamentais Laurinda Alves que assinava uma página semanal à sexta-feira foi dispensada do Público. Imagino que tenha sido uma decisão extremamente complicada para José Manuel Fernandes pelas suspeições naturais que uma decisão destas a escasso dias de uma campanha eleitoral coloca. A Laurinda escreve há quase uma década no Público; ser a única dispensada a escasso dias do início da única campanha eleitoral em que se assume como candidata num jornal que conta com colunistas de partidos concorrentes é inovador e seguramente terá pouco a ver com critérios jornalísticos.
Espero que o Público arribe e que não tenha de voltar a tomar decisões tão complicadas. Espero que possa continuar a contar com os escrito de Vital Moreira e de Rui Tavares, entre muitos outros.
Recordo que não há muito tempo Rui Marques, que escrevia também regularmente no Correio da Manhã teve igual destino. Quem é Rui Marques? O presidente do MEP. É a economia, estúpido! Calha a todos não é? Felizmente não acredito em bruxas pero…
(Também publicado aqui)
Related posts:
- “Eleições 2009″ - novo blogue do Jornal Público para acompanhar as eleições Aos poucos vamos conhecendo as iniciativas que os media vão...
- Laurinda Alves em Cascais Prosseguindo a campanha eleitoral ao Parlamento Europeu, Laurinda Alves...
Related posts brought to you by Yet Another Related Posts Plugin.


7 Responses
Como é possível? Por razões orçamentais? Poupem-nos. Quais são os critérios do jornal? Uma jornalista com tantos admiradores e tantos leitores… que fazia ler o jornal… é dispensada? O jornal não vai para a bancarrota porque já não precisa de pagar o ordenado da Laurinda?!
Há coisas que não são para acreditar. E que também não são para aceitar.
Precisamos de explicações!
Em April 24th, 2009 às 19:29
Talvez essa pressa de afastar a Drª. Laurinda Alves do Jornal Público, tenha a ver com o “mexer de cordelinhos”? Será medo? Ou também é da “dita crise”, que vai servindo de desculpa para se fazerem alguns disparates? O futuro o dirá, mas entretanto eu vou votar no MEP “Por uma Europa com um rosto muito HUMANO”. SIM À VIDA! SIM À ESPERANÇA DE UM PORTUGAL MELHOR! Melhor Europa é de facto possível, basta querer.
Em April 25th, 2009 às 18:12
Marta Martins 25 de Abril de 2009 , 22:51
Transcrevo aqui a carta enviada ao Jornal Público. Não quero e não posso acreditar em teorias da conspiração…Seria triste demais para o meu país e para a Imprensa. O Jornal Público é para muitos a última referência de jornalismo sério.
Mantenham-no a salvo, por favor!
Carta:
Exmo. Sr. José Manuel Fernandes:
No meio de tantas notícias desanimadoras e de tantos exemplos que nos diminuem como povo e como cidadãos, a crónica Semanal de Laurinda Alves era um oásis a que nós, leitores e compradores do Público desde a primeira edição, nos habituámos.
O seu registo optimista, a sua visão impressionista, positiva e lúcida, marcava a edição de sexta-feira (ainda que fosse fraco consolo para o inexplicável fim da XIS…) e dava visibilidade aos anónimos ou a projectos empreendedores, em suma ao que de melhor temos e fazemos neste país.
O fim abrupto e a razão invocada não convencem e tornam a sua aceitação mais difícil numa publicação que tanto respeito e que sei orientar-se por valores e princípios.
Não estamos em época de prescindir de olhares positivos e transformadores, que têm o poder de nos inspirar.
Agradeço pensem seriamente nisso.
Marta Martins
Em April 27th, 2009 às 18:11
É lamentável que se tomem atitudes destas num país que se quer democrático. Ou será que com o (des)governo de Sócrates passámos a ter uma democracia moderna, daquelas com sabor a ditadura?
É por estas e por outras que Vital Moreira foi agredido com água, na manifestação do 1ºde Maio, e logo de seguida se vitimizou. São situações de que o PS sabe bem tirar o proveito, como nenhum outro partido o faz.
Em May 1st, 2009 às 23:43
Eu acho que o Publico a mandou embora porque a LA queria que as mulheres vítimas de aborto fossem presas.
Em May 2nd, 2009 às 08:21
Já há muito que vinha a saber dos “deslizes” de José Manuel Fernandes.
No entanto confesso que esta é demais!
E diz Sócrates que quer liberdade e a defende!!!!!!!!!!
Não sei que mais faltará para não haver liberdade de expressão quando este não é apoiante do PS ou do actual (des)governo!
Indigna-me isto… nem tenho palavras para qualificar este acto de verdadeira prepotência.
MBedina
Em May 2nd, 2009 às 17:43
Cara Laurinda Alves
Foi com espanto que soube do seu “despedimento” do Publico….
Mais um gesto desavergonhado de quem porventura, se sente incomodado…com aqueles que importunam consciências….
Laurinda
Não desista de escrever, de nos obrigar a reflectir, o mundo que nos envolve ….
A sua “clarividência incomodativa” é agradável e obriga-nos a não adormecermos na indiferença….
Só por aquilo que o Publico fez consigo, o MEP acabou de ganhar o meu voto!
Força!
Henrique Dias
Em May 11th, 2009 às 13:59
Adicionar um comentário