29/07/2010

MEP Europa

Por uma Europa de rosto humano


Arquivo April, 2009

As pessoas sentem-se muito distantes da Europa

Por alberto.rebolaem 23/04/2009


registo“Acredito que são as minorias que fazem avançar o mundo”. Em entrevista ao Registo, aquando da sua deslocação, este fim-de-semana ao Alentejo, a jornalista Laurinda Alves, cabeça-de-lista do Movimento Esperança Portugal (MEP) ao Parlamento Europeu, explica os seus objectivos de campanha. E diz que quer percorrer o país pela “realidade mais dura”. A das causas sociais.

Como é que surgiu este convite para se candidatar às Eleições Europeias?
As pessoas sente-se muito distantes da Europa. Olham para a Europa como uma Europa muito regulamentadora, muito normativa, muito burocratizada e pouco humana. É uma pena que assim seja porque, mais que um projecto político e económico, esta União Europeia é uma comunidade de povos e pessoas. Os pais fundadores desta Europa juntaram estas comunidades de povos e pessoas num projecto com uma dimensão humana que se foi perdendo e subvertendo para esta lógica muito economicista e muito politica. Importa recentrar o olhar em relação às origens, aos pais fundadores e aprofundar este lado humanista da Europa.

Qual o”feedback”que está a retirar desta experiência?
Olhando para trás, desde o inicio da campanha em Janeiro, vejo que os últimos quinze anos quase que adivinharam isto. Porque a XIS já era uma revista em contra-corrente, já era uma revista de militância cívica, de expressão de cidadania, de causa, de jornalismo positivo e construtivo. É como se houvesse um princípio de coerência e uma lógica de consequência e agora tivesse a fazer na política aquilo que já estava a fazer no jornalismo, porque eu já não era uma jornalista convencional. Sou uma comunicadora, faço opinião mas já não era uma jornalista repórter.

E as pessoas que tem abordado, como reagem?
As pessoas não me estranham e eu também não estranho a minha posição. Essa naturalidade faz com que as pessoas tenham uma abertura a esta novidade para verem alguém que responde com a sua vida, que dá este passo para a política e que está a defender as mesmas causas que já defendia antes. Não é uma adesão maciça, mas continuada, progressiva, cada vez maior. Eu acredito que são as minorias que fazem avançar o mundo. Eu trabalho com as minorias, pelas minorias e com as minorias. Por isso vejo que esta imensa minoria que se vai deixando transformar por um movimento como MEP também vai ingressando, e isso é uma surpresa feliz.

Qual o objectivo da campanha política que Está a promover em todo o país?
Eu estou a percorrer o país de norte a sul com um duplo objectivo. Por um lado, de me dar a conhecer nesta condição de nova política e de divulgar o programa do partido, por outro, afinar o meu olhar sobre este país real, ou seja, eu conheço bem o país mas agora procuro ter um olhar muito afinado sobre um país a que me candidato representar na Europa.

Que locais tem procurado visitar?
Tenho atravessado o país pela realidade mais dura, a das causas sociais dos excluídos, dos mais desfavorecidos, dos mais frágeis, dos mais vulneráveis, ou seja, as crianças e jovens em risco, as mães adolescentes, as vitimas de violência domestica, os mais idosos, os reclusos, os toxicodependentes, entre outros. Além destes, tenho visitado também projectos de cidadania e projectos na área cultural. Acima de tudo, tem sido uma multiplicação de instituições e associações na área social de forma a poder alcançar a realidade social do país.

O MEP surgiu de um movimento de cidadania. Qual o principal contributo na politica nacional?
O MEP é um partido político novo que nasceu de um movimento de cidadãos sem experiência política. Nenhum de nós depende da política, todos nós temos vida para além da política, nenhum de nós cresceu nas juventudes partidárias com tudo o que isso tem de virtude mas às vezes também de vício. Como nenhum depende da política nem do partido, há uma noção de contributo em acrescentar valor à política nacional. Queremos acrescentar credibilidade à política numa altura em que os políticos estão muito descredibilizados. O facto de haver um movimento de cidadãos que arrisca, que se expõe e que acrescenta protagonistas, novas ideias, novas pessoas e novas medidas no terceiro sector é um movimento de esperança. A política convencional é uma política em transformação. Hoje em dia, a política da esquerda, direita e centro está a evoluir para uma politica de cidadania, uma intervenção cívica e este movimento também representa isso. O partido quer acrescentar medidas concretas para área social, tem a ver com o despertar de consciências da sociedade civil, dos cidadãos, e depois na política agir, intervir e actuar.

Foi nesse sentido que surgiu o slogan da sua campanha,”por uma Europa de rosto humano”?
Sim. O primeiro e último critério de todas as políticas têm de ser o ser humano, a unidade na diversidade, tem de ser o desenvolvimento humano sustentável. Se não criarmos uma relação de responsabilidade entre gerações e se não nos acolhermos uns ao outros, neste momento numa Europa onde vivem 500 milhões de habitantes e 78 milhões estão em situação de pobreza extrema, corremos o risco de multiplicar estes milhões em vez de os conter e minimizar. E porque, em tempos de crise, os pobres ficam mais pobres e os frágeis ficam mais vulneráveis, temos de acrescentar medidas nos centros de decisão, nomeadamente no Parlamento Europeu, para proteger estas pessoas.

Acredita que esse é o caminho para combater a crise social e moral que se instalou em consequência da crise financeira internacional?
Eu acho que todos juntos temos que acrescentar vozes à política de esperança que ficou mais fácil com a eleição do presidente Obama. Ele provou que ninguém consegue atravessar estar crise sozinho, à escala individual, sozinho enquanto país e sozinho no Mundo. Uma Europa unida, mais coesa na sua diversidade é meio caminho andado para atravessar esta crise. Neste sentido, acho que estas crises são sempre crises transformadoras, tempos difíceis e exigentes, mas também são sempre oportunidades de reaprendermos e transformarmos alguma coisa em termos de sociedade, em termos individuais e em termos de paisagem interior. É quando todos precisamos que todos estamos moralmente obrigados a contribuir e a dar.

Verónica Ferreira, Registo, 20-Abril-2009

Jornalista acredita na eleição

Por alberto.rebolaem 23/04/2009


vozminhoLaurinda Alves candidata-se por uma Europa “mais humana”

“Por uma Europa de rosto humano”, o slogan da candidatura da jornalista Laurinda Alves ao Parlamento Europeu. A candidata apresentou-se ontem em Barcelos, convencida que vai conseguir ser eleita a 7 de Junho. 

Laurinda Alves, a cabeça de lista do Movimento Esperança Portugal (MEP) às próximas eleições europeias, disse ontem em Barcelos que aceitou candidatar-se, porque acredita que no tempo de crise que a Europa vive, é necessário uma visão diferente do país e da Europa, uma visão mais virada para a área social.
A jornalista, que ao longo da sua carreira apostou “num jornalismo positivo na área social”, decidiu agora aceitar este desafio para evitar que a Europa “se burocratize ainda mais”. Laurinda Alves considera que Portugal “tem muito a dar à Europa”. Apoiada na sua experiência de voluntariado, a candidata do MEP está convencida que o “voluntariado é uma obrigação moral” e que “temos que ser voluntários porque somos conscientes”.
Com esta candidatura, Laurinda Alves quer “tocar os descrentes, os descontentes e os desanimados”, mas também aqueles “que chegam pela primeira vez à vida cívica”. A cara do MEP quer mostrar que os “políticos não são todos iguais” e quer, por isso, “tentar dar credibilidade a uma área que caiu em descrédito”.
Para já, Laurinda Alves quer mesmo convencer os cidadãos a apoiarem a sua candidatura. Acredita que a eleição é possível e diz mesmo que a efectivar-se será “um acontecimento histórico, não para a Laurinda Alves, mas para todos os que se juntaram a si e acreditaram que o exercício da cidadania é possível”.
A jornalista assenta a sua candidatura em pressupostos como “o contributo dos cidadãos”, a “mobilização para a Europa”, uma “política de proximidade”. Diz-se “completamente contra o fecho das fronteiras”, defende antes, “uma política de integração e acolhimento dos imigrantes”. Uma das apostas do seu mandato, caso seja eleita, será lutar para que o espírito Erasmus – da mobilidade de estudantes – seja “aberto a mais classes profissionais”.

Fátima Vilaça, in A Voz do Minho

Laurinda Alves aposta na área social

Por alberto.rebolaem 22/04/2009


barcelospopular1A jornalista Laurinda Alves apresentou esta terça-feira, em Barcelos, o Movimento Esperança Portugal (MEP), candidato às eleições europeias a 7 de Junho e centrado na coesão social, educação, solidariedade e família.

“Se for eleita será histórico para o cidadão, terá a sua voz ampliada”, disse a antiga jornalista da RTP e ex-directora das revistas “XIS” e “Pais e Filhos”, que quer manter o “olhar construtivo e positivo” para resgatar a confiança nos políticos, aproximar as pessoas ao Parlamento Europeu e potenciar o desenvolvimento humano sustentável e a interdependência Europa/Mundo.

Barcelos Popular, 21 de Abril de 2009



eleicoes200922002LNT – O surgimento do MEP como Partido Político é uma inovação no quadro eleitoral português. A sua lista, começando por si, apresenta “sangue novo” num já estafado leque de candidatos apresentados há décadas pelos Partidos Políticos tradicionais. Qual é, do seu ponto de vista, a vantagem que estas novas caras podem trazer para a credibilização da política e dos políticos junto do eleitorado?

Laurinda Alves – A primeira grande vantagem é a aposta na cidadania e na valorização do papel dos cidadãos na política. Há outras vantagens, como a de acrescentar novos protagonistas, novas ideias e uma nova atitude na política. Esta lógica de acrescentar valor e pessoas é uma lógica construtiva que pretende dar um contributo positivo na construção do bem comum e marcar a diferença relativamente a outros partidos ou movimentos.

LNT – Para que exista impacto político no PE os deputados europeus eleitos nos diversos países tentam incluir-se nas grandes famílias políticas europeias. Sendo eleita para o Parlamento Europeu qual será o Grupo Parlamentar Europeu que integrará?

Laurinda Alves – A cada nova eleição a geometria dos Grupos Parlamentares presentes no Parlamento Europeu altera-se, os grupos nascem e desintegram-se com bastante frequência e a natureza dos ideais defendidos sofre consideráveis alterações à medida que entram ou saem novos países ou partidos nacionais das coligações. A decisão será assim tomada depois das eleições, sendo também possível que não venhamos a integrar qualquer grupo parlamentar. Achamos que o nosso programa eleitoral (http://www.mep.pt/europa/aaaa/) é suficientemente claro para que o eleitor perceba porque nos bateremos.

LNT – Como cabeça de lista ao Parlamento Europeu defende que os candidatos da sua lista possam ser igualmente candidatos a outras eleições a realizar em Portugal, neste ano de 2009, podendo com isso renunciar aos lugares para que venham a ser eleitos nas próximas eleições europeias?

Laurinda Alves – Há um código de ética política no MEP (http://www.mep.pt/images/codigo_de_etica_politica.pdf) que estabelece que o cumprimento integral dos mandatos é um valor em si e é um símbolo da forma diferente de fazer política que pretendemos oferecer aos portugueses. Salvo uma situação em que seja evidente uma situação de bem maior para o serviço do país ou manifesta incapacidade pessoal de cumprir com o mandato, os eleitos do MEP cumprirão, por princípio os seus mandatos. É para um candidato do MEP inadmissível candidatar-se simultaneamente a dois actos eleitorais mesmo que indicando previamente qual o mandato que respeitará caso venha a conseguir a eleições nas duas eleições distintas. Se eu e outros membros da lista do MEP viermos a ser eleitos para o Parlamento Europeu não nos verão a concorrer uns meses depois a uma câmara municipal do país por mais relevante que ela seja. É uma questão de respeito básico pelos eleitores, precisamente aquilo que tantas vezes vai faltando na nossa democracia e que justifica em parte o surgimento do MEP.

Luís Novaes Tito, 21 de Abril de 2009 | Europeias, Informação



O MEP Minho voltou à rua para cumprir o mapa das arruadas. No dia 16, estivemos em Fafe, onde nos encontrámos com o Jorge Lourenço vindo da Irlanda, e ao longo de algumas horas distribuímos flyers com a fotografia da Laurinda Alves. UM SUCESSO! Os carros ficaram bem mais coloridos. E apesar da previsão meteorológica, até a chuva fez uma pausa.

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No Sábado 18, à tarde, foi a vez de Barcelos. Com toda a energia e espalhando sorrisos, distribuímos às pessoas revistas e folhetos. Desta vez juntaram-se ao Jorge e à Gina os mais recentes militantes do MEP, a Amélia e o José Carlos! Foram um excelente reforço!

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Foi uma tarde agradável em que pudemos contactar mais de perto com os transeuntes que se mostraram bastante receptivos e curiosos. E quem não tinha a revista, vinha pedi-la. Esses momentos são os mais gratificantes e são essas pessoas que nos fazem avançar com mais ânimo ainda!
Para a semana há mais! Dia 23 estaremos em Esposende e dia 25 em Ponte Lima e Póvoa de Lanhoso!

Quem tem medo da Laurinda Alves?

Por Rui Brancoem 19/04/2009


mepNum programa por onde habitualmente passam por semana dezenas de pessoas contribuindo, ou no palanque, ou na plateia, não há lugar para os 8 cabeças de lista às eleições Europeias se apresentarem e iniciarem o debate que se deverá seguir nas próximas semanas? Em termos relativos estaria garantido um programa menos cacofonico do que é habitual.
É jornalisticamente menos importante dar a conhecer o que pretende um novo partido fazer no Parlamento Europeu do que o que defendem os partidos veteranos?
São estás algumas questões complementares à do título e à do seguinte artigo que alinhavei para o Eleições 2009:

Caros colegas de blogues, estimados leitores,
A RTP está a anunciar um debate a realizar na próxima 2ª feira com os 5 cabeças de lista dos partidos com assento no Parlamento Europeu.
Entre as eleições de 2004 e 2009 surgiram dois novos partidos, o MEP (que tem como cabeça de lista Laurinda Alves ), e o MMS que também estão na corrida. A estes junta-se ainda o PPM.
Nenhum deste partidos e seus respectivos cabeças de lista foi convidado como está bom de ver.
Peço-vos o conselho, como deverá reagir o MEP perante este critério da RTP?
Faço-o, não por ingenuidade, mas por achar que este não é um problema do MEP em particular. Alguém me entende?

Na minha opinião pessoal é determinante para o sucesso do MEP ou de qualquer novo partido que surja na democracia portuguesa ter exposição nos media nacionais. É certo que temos andado a correr por fora, percorrendo exaustivamente o país, falando com a imprensa regional e com o máximo de pessoas que conseguimos contactar pelas redes sociais on-line e off -line, talvez seja suficiente para termos uma hipótese de eleger a Laurinda Alves, mas não sejamos ingénuos, este sinal que é dado no primeiro debate sobre as Europeias no canal do Estado diz muito sobre a saúde da nossa democracia e da responsabilidade da nossa comunicação social. nesse estado de coisas. O problema não é de hoje, mas é sem dúvida mais significativo quando se usam os argumentos de ontem (a representação parlamentar histórica) para banir partidos recém nascidos.
Estarei demasiado enviesado por ser “parte interessada”? O que deveriam o MEP, o MMS e também o PPM fazer? E já agora o que acham os representantes dos partidos com assento mais equitativo nos media nacionais que aqui escrevem?
As palavras do José Miguel Júdice vão ecoando ensurdecedoramente por aqui: “Falha de mercado ou barreiras à entrada“.”

NOTA: Além da lista do MEP encabeçada por Laurinda Alves e dos representantes dos 5 partidos com assento no PE, concorrem às Europeias pelo menos mais duas listas que têm como cabeças de lista Carlos Gomes pelo pouco MMS (Movimento Mérito e Sociedade) e Frederico Carvalho pelo PPM (Partido Popular Monárquico).

© Movimento Esperança Portugal