Laurinda Alves, cabeça-de-lista do Movimento Esperança Portugal nas eleições para o Parlamento Europeu, quis conhecer diversas causas sociais na visita que fez ao Algarve .
Dar voz no Parlamento Europeu àqueles que sentem que não a têm é o compromisso de Laurinda Alves, cabeça-de-lista do Movimento Esperança Portugal (MEP) nas próximas Eleições Europeias.
A candidata esteve no Algarve na passada semana e procurou passar a mensagem da política da esperança, que está na base do movimento a que pertence, no périplo de dois dias que fez pela região.
Laurinda Alves considerou, em declarações ao «barlavento», que o Parlamento Europeu «é o centro onde se decide a nossa vida de todos os dias».
«A esmagadora maioria dos portugueses sente-se muito distante da Europa», acredita. «Todos os que vivem fora das grandes cidades já acham que não são ouvidos em Lisboa, quanto mais em Bruxelas. E olham para a União Europeia como uma estrutura muito normativa, legislativa e directiva. Olham para o projecto político e económico e esquecem a dimensão humana da Europa», acrescentou. Esta é uma realidade que o MEP quer ajudar a mudar.
Nesta visita, Laurinda Alves centrou as suas atenções no trabalho levado a cabo por diversas Instituições Particulares de Solidariedade Social algarvias.
«Todo o meu caminho pelo país tem sido muito ligado às associações, às causas, aos movimentos e tudo o que tem a ver com a área social», ilustrou.
No Algarve, Laurinda Alves visitou a Casa de Santa Isabel, vulgo das Raparigas, e o Banco Alimentar Contra a Fome do Algarve, em Faro, bem como a aldeia-lar São José de Alcalar, na Mexilhoeira Grande, e o Lar Bom Samaritano, em Portimão.
Pelo caminho, passagem pelo Centro Regional de Inovação do Algarve e uma visita à associação «A Rocha», de Alvor.
«A mensagem que eu trago, ao longo da campanha, é verdadeiramente a da política da esperança. Para muitos, este era um conceito muito abstracto, até Barack Obama ter sido eleito presidente dos Estados Unidos da América», disse a candidata do MEP.
Para Laurinda Alves, aquilo que o actual presidente norte-americano mostrou ao mundo foi que esta é a política «dos que acreditam, dos que dão passos, comprometendo-se, trabalhando muito e até aceitando sacrificar-se mais em tempos de crise».
«O “juntos conseguimos” que ele personificou é exactamente a política da esperança», resumiu.
Uma mensagem que Laurinda Alves considera universal. «Tudo se constrói pela esperança, pela confiança e pela perseverança», afirmou.
«Isto não significa esperar sentado que alguma coisa aconteça. Isso não é política nem esperança», avisou.
«Não queremos dourar a pílula nem transformar a realidade em algo cor-de-rosa. Trata-se de ter uma atitude positiva em cima de uma realidade que é negativa e difícil», ilustrou.
O MEP é liderado por Rui Marques, que se dedica a causas sociais há mais de 20 anos e foi o impulsionador do projecto Fórum Estudante e da viagem do barco Lusitânia Expresso a Timor.
Em entrevista ao «balavento», há pouco mais de um ano, declarou acreditar que o país pode ser melhor, sem deixar os mais desfavorecidos para trás. Já na altura, o líder do movimento, que estava prestes a tornar-se um partido político, deixava a mensagem da política da esperança e de necessidade de uma atitude positiva e confiança nas capacidades dos portugueses.
Barlavento, 13 de Abril de 2009