Laurinda Alves apresentou sábado, dia 2 de Maio, em Castelo Branco, as linhas orientadoras da sua candidatura ao Parlamento Europeu, como cabeça de lista, apesar de independente, pelo Movimento Esperança Portugal (MEP).
A jornalista propõe-se ser “uma voz diferente na Europa, no sentido de criar uma maior proximidade entre as pessoas e o Parlamento Europeu, tendo como principal prioridade representar os anseios e as expectativas reais dos portugueses”. Reforçar a coesão social e territorial, potenciar o desenvolvimento humano sustentável e criar uma relação solidária e interdependente entre a Europa e o mundo são os três pilares fundamentais em que assenta o programa oficial do MEP e nos quais Laurinda Alves se revê.
Na sua passagem por Castelo Branco, revela que, apesar de já ter sido convidada antes, e por outros partidos, achou que era esta a altura certa para abraçar este desafio. “Tinha consciência que este desafio chegou no tempo certo, um tempo difícil, de uma crise enorme para todos, mas em que todos estamos obrigados a contribuir para o bem comum”.
Esta missão é-lhe cara porque, representará apenas “prolongar na política o que já fazia antes, como jornalista, em que fazia um jornalismo cívico, de intervenção, de causas, pelas pessoas”. E as pessoas são, de facto, para este movimento, o centro das atenções.
Laurinda Alves destaca a importância do desenvolvimento humano sustentável, uma das bandeiras do MEP, referindo que “é essencial assegurar o bem-estar das pessoas hoje, mas também no futuro”. Entre as diversas medidas que possam contribuir para esta situação, realça “a formação ao longo da vida, alargando programas de mobilidade, como o Erasmus, a outros sectores de actividade, além dos estudantes e académicos, bem como a mais faixas etárias”. Por outro lado, lamenta que “os portugueses tenham mais dificuldades que outras pessoas, de outros países da União Europeia, a aceder a informação, a programas e a apoios do Quadro Nacional de Referencia Estratégica, apenas devido ao “complicador” do sistema e ao excesso de burocracia”, pelo que defende que “é fundamental que as pessoas estejam informadas e se sintam parte da Europa, porque as instituições são importantes sim, mas se trabalharem para e com as pessoas”. Daí também um dos slogans do movimento ser precisamente: “por uma Europa de rosto humano”, porque “as pessoas têm de ser o princípio e o fim das políticas”.
O MEP centra-se nas questões sociais e, no périplo que tem feito pelo país, Laurinda Alves nota que “há mais gente a precisar de ajuda, mas também há mais pessoas e instituições a disponibilizarem-se e voluntariarem-se para ajudar quem mais precisa”.
Reconhece que “há crise, estamos a viver tempos difíceis, isso é uma realidade, mas temos de olhar para ela de forma construtiva, porque se todos assim fizerem, com certeza será mais fácil encontrar soluções”.
Lídia Barata, Jornal Reconquista, 07-Maio-2009
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