Líder do MEP defende uma renegociação dos fundos da UE para as Regiões
Algumas “assimetrias gravíssimas” persistem na Região, mas há “cada vez mais capacidade de resposta”. A conclusão é de Laurinda Alves, jornalista e cabeça-de-lista do Movimento Esperança Portugal (MEP) para as eleições europeias.
Ontem, acompanhada pelo presidente do partido, esteve no Funchal para apresentar as linhas principais da sua candidatura. Entre os locais que visitou incluiu o Jardim Escola João de Deus, na Nazaré, uma escola de “referência” no seu nível de ensino.
O MEP aposta na eleição de Laurinda Alves que, no que diz respeito à Madeira, considera ser importante “compreender a realidade ultraperiférica”, o acesso aos fundos europeus e a forma como o “Governo Regional facilita ou complica”.
Com vários anos de trabalho em áreas sociais, reconhece que, na Região, há uma evolução “muito positiva”, embora ainda se mantenham algumas “realidades muito duras”.
PIB não pode ser único critério
Ao nível da UE, o líder do MEP, Rui Pereira, defende uma reabertura do “processo de negociação”, porque não concorda com o facto de, para a classificação das regiões, só ser considerado o PIB “de uma forma seca”.
O MEP considera importante uma avaliação das condições de ultraperiferia, custos de acessibilidade e limitações à competitividade económica. Laurinda Alves dá como exemplo o facto de uma família madeirense, para se deslocar ao Continente, poder pagar mais de 500 euros por cada passagem “e só receber 60 euros de ajuda”.
No que diz respeito à praça ‘offshore’, um tema que continuará na ordem do dia em Bruxelas, o novo partido defende o reforço dos mecanismos de fiscalização, já em aplicação na Madeira, mas pede prudência. “Não podemos ser ingénuos, para acabar com os offshore, têm de acabar todos ao mesmo tempo”, afirma Rui Pereira que apoia as posições do Governo da República e do Governo Regional.
MEP procura representação
O MEP tem menos de um ano de existência, mas pretende ter representação na Madeira.
“O objectivo do MEP é ter uma representação nacional. Como projecto com um ano de vida, vai sendo construído passo a passo e, seguramente, mais cedo do que tarde, teremos uma representação na Madeira”, promete Rui Pereira.
Jorge Freitas Sousa, DN Madeira, 09-Maio-2009
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