11/03/2010

MEP Europa

Por uma Europa de rosto humano



primavera_bigA cabeça-de-lista do MEP às eleições europeias, Laurinda Alves, manifestou-se hoje contra as «medidas proteccionistas» que visam «o fechamento de fronteiras» e defendeu que o acolhimento dos imigrantes deve ser uma prioridade das políticas europeias e nacionais

«Somos absolutamente contra o fechamento das fronteiras. É uma medida proteccionista que não apoiamos», afirmou, referindo-se quer à realidade nacional, quer às políticas de imigração a nível europeu.

Em entrevista à Agência Lusa, Laurinda Alves defendeu que a política de imigração não se deve cingir a uma mera «gestão tecnocrática e jurídica» de fluxos migratórios, e afirmou que falta uma perspectiva humanista que olhe os imigrantes «como pessoas que procuram uma esperança».

«Nós não queremos ser geridos nem tolerados, queremos ser acolhidos nas nossas fragilidades e forças. E quando não é possível acolher, então ter uma política articulada com os países de origem e com os outros estados-membros e ver o que é que é possível fazer em termos de legalização deste imigrante», defendeu a jornalista, que encabeça a lista do Movimento Esperança Portugal às eleições europeias.

Os conflitos ocorridos no bairro da Bela Vista, em Setúbal, são casos «de ordem pública» que não se podem confundir com questões de imigração, defende.

«O surto xenófobo é um perigo iminente, sempre. Nunca esta questão do preconceito racial, étnico, será uma batalha vencida», alertou a candidata, que aposta em dar «um rosto humano à Europa».

O slogan da campanha, disse, «não é apenas marketing» e «significa que o MEP sabe que há mais crescimento para além do crescimento económico» e que todas as políticas europeias devem ter como critério central «a dimensão humana», a coesão social e não a «lógica financeira e economicista».

A favor do Tratado de Lisboa, que considerou no entanto «imperfeito», Laurinda Alves disse que uma das vantagens do documento é «prever mais poderes para os eurodeputados, que passam a ser co-decisores».

«Não tendo o deputado a iniciativa legislativa que compete à Comissão Europeia, nós podemos acrescentar vozes nesta dimensão humana para potenciar as medidas que reforçam a coesão, a criação de novas oportunidades de emprego e o empreendedorismo», defendeu.

A candidata manifestou preocupação com a «pouca utilização dos fundos comunitários» por parte do Governo, afirmando que Portugal «não se pode dar ao luxo» de não os utilizar.

«É incrível que os agricultores de Portugal sejam umas vítimas e estejam desfavorecidos em relação aos franceses e italianos que têm nos seus governos e nas suas instituições uns facilitadores e uns simplificadores dos processos», considerou.

Questionada sobre que família política gostaria de integrar se for eleita ao Parlamento Europeu, mais à direita ou mais à esquerda, Laurinda Alves disse que «essa é uma questão em aberto» e que só vai ser decidida depois da eleição.

Protagonista da primeira eleição a que concorre o Movimento Esperança Portugal, Laurinda Alves, independente, afirmou que se dirige «às pessoas que se revêem mais na área social, dos mais desfavorecidos» mas também aos «descontentes e aos distraídos» para contrariar a ideia feita segundo a qual «os políticos são todos iguais».

Lusa/SOL

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1 Response

  1. Artur Cosme Ramos Disse,

    Também não sou a favor do fecho das fronteiras, aos imigrantes de outros paises, que venham para trabalhar. Mas, tenho algumas dúvidas, quanto a deixar entrar “falsos imigrantes” que, não vêm para trabalhar e sim para a mendicidade, a prostituição, a marginalidade, etc., etc. Muitos “falsos imigrantes”, trabalham 2 ou 3 meses e ficam a engrossar o desemprego. Talvez fosse uma boa medida, deixar entrar apenas, quem tem cá família e um contrato de trabalho. Por outro lado todos os “imigrantes apenas de nome”, que ultimamente, têm participado em numerosos assaltos (alguns deles bem violentos por sinal), sejam eles da CEE ou não, deveriam ser expulsos do “nosso pacífico PORTUGAL”.

    Em May 18th, 2009 às 17:29

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