Faltam menos de 3 meses para as próximas eleições, as Europeias. Neste momento, além da lista do MEP, conhecem-se alguns cabeças de lista de alguns dos partidos que com elevada probabilidade concorrerão às Eleições Europeias. Se se procurar com afinco na net sabe-se que há algumas discussões, a maioria aparentemente embrionárias quanto à concretização do programa político de alguns partidos. Noutros desconhece-se inteiramente quem serão os representantes que serão propostos. Uma bruma imensa, facilmente confundível com desinteresse e com pouquíssima prioridade atribuida pelos próprios partidos ao próximo acto eleitoral, é mais que natural.
E, contudo, poucas eleições europeias terão sido tão importantes no passado. Nunca o Parlamento Europeu dispôs de tantos poderes, poderes esses que poderão ainda ser multiplicados se no decurso do próximo mandato o Tratado de Lisboa entrar em vigor na União.
Há muito tempo que não era tão evidente o carácter vital e mutuamente benéfico de nos unirmos, de concertarmos esforços a nível económico, político e social. E contudo…
Desta vez sai do meu sofá, ajudei um partido novo a fazer o trabalho de casa e sei em quem vou votar e com o que posso contar quando colocar o meu voto no boletim no próximo dia 7 de Junho. Ainda assim, o cenário que temos pela frente perante o tratamento que vai sendo dado à nossa representação no Parlamento Europeu desmerece a nossa Democracia e estou certo que desmerece o próprio trabalho da grande maioria dos deputados eleitos ainda em funções. Eles e nós merecemos um outro sentido de dignidade na política.
O combate à abstenção e a defesa da democracia faz-se todos os dias, com determinação. Já basta de discursos redondos no dia de reflexão e de carpideiras na noite eleitoral a constatarem o “afastamento entre eleitos e eleitores“. Participe, questione, reflicta, exija ser ouvido, apresente propostas, esteja disposto para ouvir e então decida o seu voto.
Conte com o MEP nas próximas eleições e conte também com a dedicação continuada em ouvir quem viermos a representar no Parlamento Europeu durante todo o mandato. É também assim que construiremos uma Europa de rosto humano.