03/09/2010

MEP Europa

Por uma Europa de rosto humano


Foi notícia



primavera_bigA cabeça-de-lista do MEP às eleições europeias, Laurinda Alves, manifestou-se hoje contra as «medidas proteccionistas» que visam «o fechamento de fronteiras» e defendeu que o acolhimento dos imigrantes deve ser uma prioridade das políticas europeias e nacionais

«Somos absolutamente contra o fechamento das fronteiras. É uma medida proteccionista que não apoiamos», afirmou, referindo-se quer à realidade nacional, quer às políticas de imigração a nível europeu.

Em entrevista à Agência Lusa, Laurinda Alves defendeu que a política de imigração não se deve cingir a uma mera «gestão tecnocrática e jurídica» de fluxos migratórios, e afirmou que falta uma perspectiva humanista que olhe os imigrantes «como pessoas que procuram uma esperança».

«Nós não queremos ser geridos nem tolerados, queremos ser acolhidos nas nossas fragilidades e forças. E quando não é possível acolher, então ter uma política articulada com os países de origem e com os outros estados-membros e ver o que é que é possível fazer em termos de legalização deste imigrante», defendeu a jornalista, que encabeça a lista do Movimento Esperança Portugal às eleições europeias.

Os conflitos ocorridos no bairro da Bela Vista, em Setúbal, são casos «de ordem pública» que não se podem confundir com questões de imigração, defende.

«O surto xenófobo é um perigo iminente, sempre. Nunca esta questão do preconceito racial, étnico, será uma batalha vencida», alertou a candidata, que aposta em dar «um rosto humano à Europa».

O slogan da campanha, disse, «não é apenas marketing» e «significa que o MEP sabe que há mais crescimento para além do crescimento económico» e que todas as políticas europeias devem ter como critério central «a dimensão humana», a coesão social e não a «lógica financeira e economicista».

A favor do Tratado de Lisboa, que considerou no entanto «imperfeito», Laurinda Alves disse que uma das vantagens do documento é «prever mais poderes para os eurodeputados, que passam a ser co-decisores».

«Não tendo o deputado a iniciativa legislativa que compete à Comissão Europeia, nós podemos acrescentar vozes nesta dimensão humana para potenciar as medidas que reforçam a coesão, a criação de novas oportunidades de emprego e o empreendedorismo», defendeu.

A candidata manifestou preocupação com a «pouca utilização dos fundos comunitários» por parte do Governo, afirmando que Portugal «não se pode dar ao luxo» de não os utilizar.

«É incrível que os agricultores de Portugal sejam umas vítimas e estejam desfavorecidos em relação aos franceses e italianos que têm nos seus governos e nas suas instituições uns facilitadores e uns simplificadores dos processos», considerou.

Questionada sobre que família política gostaria de integrar se for eleita ao Parlamento Europeu, mais à direita ou mais à esquerda, Laurinda Alves disse que «essa é uma questão em aberto» e que só vai ser decidida depois da eleição.

Protagonista da primeira eleição a que concorre o Movimento Esperança Portugal, Laurinda Alves, independente, afirmou que se dirige «às pessoas que se revêem mais na área social, dos mais desfavorecidos» mas também aos «descontentes e aos distraídos» para contrariar a ideia feita segundo a qual «os políticos são todos iguais».

Lusa/SOL



gazetacaldasA cabeça de lista do Movimento Esperança Portugal (MEP) ao Parlamento Europeu, Laurinda Alves esteve na ESAD, no passado dia 6 de Maio, onde visitou uma exposição de alunos e participou numa conferência, juntamente com o designer Fernando Brízio, sobre o Design Português na Europa. Esta foi mais uma iniciativa no âmbito da campanha às eleições europeias, que começou há cinco meses e passa pelo conhecimento aprofundado do país real, sobretudo nas áreas sociais e da educação.

“A ESAD é uma referência a nível nacional na educação da área artística”, destacou Laurinda Alves, sublinhado que 80% dos alunos que frequentam a escola a escolheram como primeira opção. A candidata independente do MEP disse ainda tratar-se de uma referência a nível arquitectónico e de uma escola que não se limita a “ter quatro paredes ou ser funcional pois é uma escola viva”.

Depois de visitar alguns trabalhos feitos pelo alunos, também falou com professores, sobretudo da área de cerâmica, “uma área muito importante na zona e que está a atravessar maus momentos”. Laurinda Alves falou das dificuldades recentes da Fábrica Bordalo Pinheiro e disse que também ela assinou a petição on-line. “Sou completamente fã dos objectos criados naquela fábrica e felizmente que a Visabeira ficou com ela”. Destacou ainda a intenção da actual empresa de envolver as várias instituições locais, criando sinergias.

Em campanha há cinco meses, Laurinda Alves está a percorrer o país de Norte a Sul para conhecer pessoas, associações e projectos, muitos deles na área social e educativa. Jornalista de profissão, refere que está a fazer na política o que já fazia nos media. “Há aqui uma lógica de continuidade”, conta, referindo-se ao jornalismo “positivo”, de divulgação de causas e pessoas que fazia na revista XIS e que continua a fazer enquanto cronista. “Achei que a minha voz tinha sido importante nos media enquanto estive afastada da política”, afirmou Laurinda Alves, que já em eleições anteriores teve dois convites para integrar as listas ao Parlamento Europeu e nunca aceitou. Justifica esta mudança de opinião com o facto de poder ser “útil numa política de cidadania em que represento a voz dos cidadãos”.

“Falo como sempre falei, não falo europês nem politiquês”, realça, defendendo a necessidade dos políticos utilizarem palavras simples e que se refiram à vida concreta das pessoas.

Laurinda Alves reconhece que há uma distância grande entre o cidadão e a Europa e há necessidade de a tomar mais próxima. Essa proximidade passa pela comunicação e tomada de consciência de que grande parte da vida dos portugueses é decidida no Parlamento Europeu.

O projecto do MEP defende medidas concretas para gestão dos fluxos migratórios para potenciar a aprendizagem ao longo da vida e para alargar o programa Erasmus a mais classes profissionais, como a função pública, e a mais faixas etárias. A candidata diz-se consciente que será uma eleição difícil, mas não impossível. E considera que existem três factores que podem jogar a seu favor: o reconhecimento no terreno do seu trabalho, a identificação com o partido e o historial de causas do seu fundador, Rui Marques, e o descontentamento com os outros partidos políticos.

“É MUITO DIFÍCIL SER DESIGNER NESTE PAÍS”

O designer Fernando Brízio, falou sobre a sua experiência profissional e destacou que há uma grande diferença entre trabalhar em Portugal e estar no centro da Europa. Considera que “é muito difícil ser designer neste país” pela escassez de trabalho e deu o exemplo de Amesterdão (Holanda) onde existem 20 ateliers a funcionar. “Na Europa há um comboio a andar constantemente. Aqui tem que ser puxado por nós”, afirmou Fernando Brízio, referindo-se às dificuldades que os designers atravessam para divulgaro seu trabalho, especialmente pela burocracia que encontram. E deu mesmo o exemplo da ESAD, em que para fazer um telefonema por causa de uma exposição no estrangeiro era necessário fazer uma exposição do assunto à direcção da escola.

A viver e a trabalhar em Lisboa, Fernando Brízio tem desenvolvido deste 1999 produtos, espaços expositivos, cénicos e interiores para inúmeras empresas e instituições, e trabalha desde 2007 com uma galena em Paris. O seu trabalho tem sido exposto em vários países e publicado em Portugal e no estrangeiro.

Fátima Ferreira, Gazeta das Caldas, 15-Maio-2009

Laurinda Alves na ESAD

Por alberto.rebolaem 14/05/2009


jornalcaldas1“A ESAD está no mapa académico. É uma referência no país em termos de educação na área artística e sabemos que 80 por cento dos alunos estão cá por primeira escolha e isso é eloquente”, disse Laurinda Alves, cabeça de lista às eleições europeias do novo partido político português - o Movimento Esperança Portugal (MEP), que visitou na passada quarta-feira a Escola Superior de Artes e Design de Caldas da Rainha.
“Neste caminho de campanha o que eu faço é atravessar o país e tentar conhecer pessoas, projectos, instituições, muitos na área social mas também na área académica e cultural”, adiantou, durante uma conversa na escola com a imprensa local.
Há quatro meses na estrada, Laurinda Alves pretende “tomar o pulso à realidade real”.
Foi o primeiro nome a avançar para as eleições europeias. Fá-lo pela primeira vez e com um partido recente a estrear-se em actos eleitorais. Laurinda Alves é jornalista, licenciada em Comunicação Social pela Universidade Nova de Lisboa. Trabalhou na RTP e na TVE, no semanário O Independente e na TSF. Foi cronista do jornal Público e directora das revistas Xis e Pais e Filhos. Aceitou candidatar-se porque acredita que no tempo de crise que a Europa vive é necessária uma visão diferente do país e da Europa, mais virada para a área social. A candidatura é encarada por Laurinda Alves como uma consequência do trabalho que vinha efectuando como jornalista, sobretudo nos últimos anos, período em que se dedicou mais ao jornalismo de causas sociais.Decidiu aceitar este desafio porque considera que a sua voz, que tem sido importante nos media, pode agora ser útil “numa política de cidadania em que eu represento a voz dos cidadãos”.
Com esta candidatura, Laurinda Alves quer “tocar os descontentes e os desanimados”. “Nestes tempos difíceis de crise acho que todos nós estamos moralmente convocados”, referiu, acrescentando que quer mostrar que os “políticos não são todos iguais”, tentando dar “credibilidade a uma área que caiu em desconfiança”.
Foi a primeira vez que visitou a ESAD. Falou com alunos de várias áreas, desde o design industrial ao cinema de animação, e teve o privilégio de assistir à palestra de Fernando Brízio, sobre “Design Português na Europa”. Considera que os alunos da ESAD ocupam o espaço de forma muito “criativa e dinâmica” e isso faz “toda a diferença numa escola de artes”. “É um sinal de uma escola viva”, sublinhou.
Conversou com um professor de cerâmica e ficou satisfeita com a notícia de que a Visabeira, empresa que comprou as Faianças Artísticas Bordalo Pinheiro, convocou os alunos da ESAD, nomeadamente os alunos de cerâmica “a participarem na reestruturação e modernização da fábrica”.
“É uma circunstância feliz. Os artigos da Rafael Bordalo Pinheiro numa loja em Nova Iorque vendem-se como pão quente, é pena que uma empresa destas fechasse por não estar preparada para o salto quantitativo e qualificativo da produção e distribuição”, apontou a jornalista.
Conheceu um dos eventos anuais que a ESAD promove, “Os Encontros Internacionais de Estudantes de Artes de Animação (FIRST)”, referindo que é “muito mais do que uma mostra de cinema de animação e revela jovens autores e realizadores de várias escolas”.
Laurinda Alves reconhece que a sua eleição será difícil, “mas não impossível”. Confessa que gostava de contribuir, pelo menos, para que mais pessoas votassem nestas eleições. “Se o conseguir é uma conquista”, diz.
Continuando a ronda pelo país para a apresentação oficial do programa e da lista dos candidatos do MEP às eleições europeias, a jornalista quer aproximar os “cidadãos da Europa porque grande parte da nossa vida é lá decidida”.

Marlene Sousa, Jornal das Caldas,13-Maio-2009

Eleições Europeias em Debate

Por MEP Europaem 13/05/2009


mepNa passada segunda-feira a RTP realizou um debate para o qual convidou os cabeças de listas das 13 formações políticas que concorrem às eleições ao Parlamento Europeu do próximo dia 7 de Junho.
Laurinda Alves representou o Movimento Esperança Portugal revelando-se em vários momentos do debate como móbil do recentramento do mesmo para questões que efectivamente são da competência dos Eurodeputados e focando as questões em matérias particularmente caras ao MEP. Quer saber quais? Convidamo-lo(a) desde já a assistir aos vários excertos da sua participação que compilámos e juntámos nesta página (clique aqui para aceder).

Madeira ainda tem assimetrias graves

Por alberto.rebolaem 10/05/2009


dnoticiasLíder do MEP defende uma renegociação dos fundos da UE para as Regiões 

Algumas “assimetrias gravíssimas” persistem na Região, mas há “cada vez mais capacidade de resposta”. A conclusão é de Laurinda Alves, jornalista e cabeça-de-lista do Movimento Esperança Portugal (MEP) para as eleições europeias.
Ontem, acompanhada pelo presidente do partido, esteve no Funchal para apresentar as linhas principais da sua candidatura. Entre os locais que visitou incluiu o Jardim Escola João de Deus, na Nazaré, uma escola de “referência” no seu nível de ensino.
O MEP aposta na eleição de Laurinda Alves que, no que diz respeito à Madeira, considera ser importante “compreender a realidade ultraperiférica”, o acesso aos fundos europeus e a forma como o “Governo Regional facilita ou complica”.
Com vários anos de trabalho em áreas sociais, reconhece que, na Região, há uma evolução “muito positiva”, embora ainda se mantenham algumas “realidades muito duras”.

PIB não pode ser único critério

Ao nível da UE, o líder do MEP, Rui Pereira, defende uma reabertura do “processo de negociação”, porque não concorda com o facto de, para a classificação das regiões, só ser considerado o PIB “de uma forma seca”.
O MEP considera importante uma avaliação das condições de ultraperiferia, custos de acessibilidade e limitações à competitividade económica. Laurinda Alves dá como exemplo o facto de uma família madeirense, para se deslocar ao Continente, poder pagar mais de 500 euros por cada passagem “e só receber 60 euros de ajuda”.
No que diz respeito à praça ‘offshore’, um tema que continuará na ordem do dia em Bruxelas, o novo partido defende o reforço dos mecanismos de fiscalização, já em aplicação na Madeira, mas pede prudência. “Não podemos ser ingénuos, para acabar com os offshore, têm de acabar todos ao mesmo tempo”, afirma Rui Pereira que apoia as posições do Governo da República e do Governo Regional.

MEP procura representação

O MEP tem menos de um ano de existência, mas pretende ter representação na Madeira.
“O objectivo do MEP é ter uma representação nacional. Como projecto com um ano de vida, vai sendo construído passo a passo e, seguramente, mais cedo do que tarde, teremos uma representação na Madeira”, promete Rui Pereira.

Jorge Freitas Sousa, DN Madeira, 09-Maio-2009

MEP adopta vertente humanista

Por alberto.rebolaem 10/05/2009


jornalmadeiraLaurinda Alves, candidata do Movimento Esperança Portugal (MEP), e Rui Marques, presidente deste organismo, estiveram ontem no Funchal, onde se encontraram com os jornalistas.
Na oportunidade, Laurinda Alves deixou as linhas orientadoras da sua candidatura, que se irá pautar por uma perspectiva humanista, defender causas que se prendem, sobretudo, com a realidade social.
O presidente do MEP, também presente neste encontro, manifestou a vontade daquela estrutura, criada há cerca de um ano, ter também uma representação na Região. Rui Marques disse ainda que «este é um movimento político que quer ser nacional e que quer ser também a voz daqueles que, por vezes, estão mais distantes dos centros de poder».
Para já, Rui Marques diz que tem recebido «vários contactos de cidadãos e cidadãs que se têm mostrado muito interessados numa adesão e na criação de uma representação na Madeira. Faremos essa caminhada passo a passo».

Jornal da Madeira, 09-Maio-2009

© Movimento Esperança Portugal