Laurinda Alves, cabeça de lista do Movimento Esperança Portugal (MEP) estará nas Caldas nesta quarta-feira, pelas 17h30, no auditório da ESAD, para apresentar o seu programa para a europa.
Dará também uma palestra conjunta com Fernando Brízio, sobre o tema “Oportunidades da Europa e as nossas responsabilidades”.
Laurinda Alves propõe-se ser uma voz diferente na Europa, no sentido de criar uma maior proximdade entre as pessoas e o Parlamento Europeu, tendo como principal prioridade representar os anseios e as expectativas reais dos portugueses.
O programa do MEP estabelece três prioridades para a Europa: reforçar a coesão social e territorial, potenciar o desenvolvimento humano sustentável e criar uma relação solidária e interdependente entre a Europa e o Mundo.
Foi notícia
MEP traz à ESAD Laurinda Alves
Por uma Europa de rosto humano
Laurinda Alves apresentou sábado, dia 2 de Maio, em Castelo Branco, as linhas orientadoras da sua candidatura ao Parlamento Europeu, como cabeça de lista, apesar de independente, pelo Movimento Esperança Portugal (MEP).
A jornalista propõe-se ser “uma voz diferente na Europa, no sentido de criar uma maior proximidade entre as pessoas e o Parlamento Europeu, tendo como principal prioridade representar os anseios e as expectativas reais dos portugueses”. Reforçar a coesão social e territorial, potenciar o desenvolvimento humano sustentável e criar uma relação solidária e interdependente entre a Europa e o mundo são os três pilares fundamentais em que assenta o programa oficial do MEP e nos quais Laurinda Alves se revê.
Na sua passagem por Castelo Branco, revela que, apesar de já ter sido convidada antes, e por outros partidos, achou que era esta a altura certa para abraçar este desafio. “Tinha consciência que este desafio chegou no tempo certo, um tempo difícil, de uma crise enorme para todos, mas em que todos estamos obrigados a contribuir para o bem comum”.
Esta missão é-lhe cara porque, representará apenas “prolongar na política o que já fazia antes, como jornalista, em que fazia um jornalismo cívico, de intervenção, de causas, pelas pessoas”. E as pessoas são, de facto, para este movimento, o centro das atenções.
Laurinda Alves destaca a importância do desenvolvimento humano sustentável, uma das bandeiras do MEP, referindo que “é essencial assegurar o bem-estar das pessoas hoje, mas também no futuro”. Entre as diversas medidas que possam contribuir para esta situação, realça “a formação ao longo da vida, alargando programas de mobilidade, como o Erasmus, a outros sectores de actividade, além dos estudantes e académicos, bem como a mais faixas etárias”. Por outro lado, lamenta que “os portugueses tenham mais dificuldades que outras pessoas, de outros países da União Europeia, a aceder a informação, a programas e a apoios do Quadro Nacional de Referencia Estratégica, apenas devido ao “complicador” do sistema e ao excesso de burocracia”, pelo que defende que “é fundamental que as pessoas estejam informadas e se sintam parte da Europa, porque as instituições são importantes sim, mas se trabalharem para e com as pessoas”. Daí também um dos slogans do movimento ser precisamente: “por uma Europa de rosto humano”, porque “as pessoas têm de ser o princípio e o fim das políticas”.
O MEP centra-se nas questões sociais e, no périplo que tem feito pelo país, Laurinda Alves nota que “há mais gente a precisar de ajuda, mas também há mais pessoas e instituições a disponibilizarem-se e voluntariarem-se para ajudar quem mais precisa”.
Reconhece que “há crise, estamos a viver tempos difíceis, isso é uma realidade, mas temos de olhar para ela de forma construtiva, porque se todos assim fizerem, com certeza será mais fácil encontrar soluções”.
Laurinda Alves apresenta objectivos da candidatura
A cabeça de lista do Movimento Esperança Portugal (MEP) às eleições Europeias de 7 de Junho, Laurinda Alves, deslocou-se sábado ao Distrito de Castelo Branco, para apresentar os objectivos da candidatura e os pilares do movimento partidário.
Em Castelo Branco, Laurinda Alves, no Best Western Hotel Rainha D. Amélia, adiantou que aceitou o desafio para encabeçar a lista, porque enquanto jornalista já fazia jornalismo cívico, de intervenção social, virado para as pessoas, pelo que não há uma mudança radical, uma vez a nível político vai fazer o mesmo que fazia no jornalismo.
Considera que nesta altura de crise e de tempos difíceis é o momento de dar o seu contri-buto na política, utilizando os conhecimentos que tem do jornalismo.
Laurinda Alves defende que é preciso todos contribuirmos para ultrapassar a crise, destacando que esse não é um papel só dos políticos. O Movimento “afirma-se como protagonista da cultura melhor é possível, assumindo o compromisso de ser um factor de desinstalação face à apatia e à desistência; o porta-voz de uma árdua esperança, que convoca os portugueses a arregaçarem as mangas e vencerem os desafios que têm à sua frente”.
Uma grande aposta é na formação ao longo da vida, matéria em que é defendido, por exemplo, “alargar o programa Erasmus a vários sectores de actividade”.
A construção do bem comum está nas mãos de todos
O «Comércio» esteve presente na conferência de imprensa de apresentação da candidata independente do Movimento esperança Portugal (MEP), Laurinda Alves, ao Parlamento europeu, na passada Terça-feira, 28 de Abril, no Seixal. Falou-se sobre os objectivos do partido e da candidatura, assim como das mais valias que este projecto poderá trazer para o contexto europeu.
Laurinda Alves tem um passado assente nos meios de comunicação, pois já praticou jornalismo para diversos órgãos de comunicação social e está a tentar transpor a sua experiência para a política, não como forma de transformar essa experiência em lucro financeiro, mas antes para promover a confiança dos cidadãos na política e nos políticos.
“Aquilo que estou a fazer na política é o que já praticava no jornalismo. um jornalismo de expressão cívica, de cidadania. Portanto, sinto que há uma lógica de continuidade e é por isso que eu também não me estranho como nova neste meio, como candidata independente pelo Movimento Esperança Portugal, que é um movimento de cidadãos, também eles independentes. Ninguém no MEP depende da política, ninguém no MEP cresceu nas juventudes partidárias, com tudo o que isso tem de virtude e também às vezes de vício. daí haver uma liberdade enorme para acrescentar uma lógica de confiança à política, porque eu acho que as pessoas reduzem os políticos à expressão mínima, em que são todos iguais e são todos iguais e são todos maus. Mas isto não é verdade, há bons e maus políticos, como há bons e maus advogados, ou bons e maus médicos. Só que a classe política, hoje em dia, está muito penalizada por alguns exemplos de maus políticos e más políticas, não só em Portugal, mas também em relação à Europa, porque esta acaba por ser uma espécie de escudo, mas ao mesmo tempo uma arma de arremesso, no sentido em que às vezes a Europa é a culpada dos nossos mal-estares, das nossas políticas desajustadas”, esclareceu a candidata.
Já mais especificamente sobre a sua candidatura, Laurinda Alves salientou a Europa está a ficar infestada com burocracias, promovendo o afastamento e o distanciamento dos cidadãos da mesma, sendo por isso necessário reforçar a expressão de cidadania no contexto Europeu e, a partir daí, lança-lo para o mundo, “próximo e distante”.
Assim, a candidata do MEP fez questão de sublinhar que “esta Europa, que para muitos é uma entidade abstracta, distante, às vezes castigadora no sentido normativo, outras vezes uma Europa que não nos ouve, ou não nos acolhe bem, porque as políticas são desajustadas, ou não fazem sentido, ou parece que não tivemos parte nas decisões. A Europa excessivamente burocratizada, onde se multiplicam as instituições e onde a dimensão humana fica por aprofundar é a Europa à qual nós queremos acrescentar valor, acrescentando uma voz de cidadania no Parlamento Europeu, que é o centro de decisão onde a nossa vida é decidida todos os dias e, centrando o nosso olhar nas origens, do projecto europeu.
Por um lado nós vemos uma multiplicação de instituições, mas por outro vemos que as pessoas estão também mais próximas.
A minha campanha tem como lema “uma Europa de Rosto Humano”, no sentido de ser fiel às origens, aos país fundadores e voltar a centrar o critério das políticas sociais, políticas, económicas e jurídicas no ser humano, focado no desenvolvimento humano sustentável, numa coesão social e territorial que tem de ser potenciada, porque só muito unidos é que nós conseguimos atravessar esta e outras crises e, finalmente, uma articulação cada vez maior com o mundo próximo e distante, com a certeza que a Europa não pode funcionar em circuito fechado, numa lógica eurocêntrica. Tem que estar aberta ao mundo. Temos de caminhar com uma voz mais forte e influente no mundo e isso só é possível se aprofundarmos a dimensão humana e tornarmo-nos mais coesos em termos de espaço geográfico, político e humano.”
Sobre a Turquia, Laurinda Alves considerou que seria “uma excelente notícia” a sua entrada para a união Europeia, porque seria a “certeza que os direitos humanos seriam acautelados. Até porque para entrar na U.E. é preciso cumprir as regras instauradas”, acrescentando que “seria também uma grande possibilidade de diálogo com o mundo islâmico, uma porta para o Oriente e mais uma possibilidade de pacificar uma zona de conflito”.
Não se evitou discutir a questão dos fundos europeus disponibilizados a Portugal e muitas vezes mal aproveitados ou devolvidos por não lhes ser dado o uso devido. Por isso, no contexto desta problemática, a candidata do MEP assume que tem de haver mais consciencialização cívica e de aproveitamento dos subsídios europeus, até porque Portugal está “há 23 anos de mão estendida”, sem contribuir nada para a U.E. e “há mais países a precisar, os países que vieram da cortina de ferro estão a precisar muito de ser acudidos, vieram de regimes com pouca liberdade, com pouca margem de escolha, com pouca tradição democrática”.
“Tenho percorrido o país todo e tenho visto projectos feitos por portugueses, inventados em Portugal, que recorreram a fundos europeus e que vão ser replicados na Europa. Isto dá-me imensa satisfação de ver, porque alguns fundos foram bem aplicados, mas depois também vejo a grande insatisfação que há entre os agricultores e pescadores, que sentem as políticas comuns, de agricultura e pescas, feitas contra eles não a pensar neles e desajustadas. Se calhar ajustadas aos pescadores espanhóis, aos agricultores franceses e alemães”, sustentou, acrescentando que “chegou a hora de começarmos a contribuir para u.E. e termos essa noção de contributo”.
Para a candidata, o projecto do modelo social europeu é algo que tem de reunir “esforços políticas e políticos empenhados” em criar estratégias para defender os cidadãos. Sendo que uma dessas estratégias passaria, do ponto de vista de Laurinda Alves, pela expressão da cidadania. É esta a mais valia que irá tentar levar para o Parlamento Europeu. “É o efeito que agora é mais facilmente perceptível depois da eleição do presidente dos Estados unidos da América, Barack Obama. O que é que ficou evidente na eleição de Obama? É que a mobilização dos cidadãos, o «juntos somos capazes» é a nossa certeza. Está nas mãos de todos nós o poder para contribuir para construir o bem comum”, defendeu.
A decisão sobre qual será o grupo parlamentar a escolhido está em aberto, devido às reestruturações do Parlamento Europeu. “Queremos atrasar ao máximo essa decisão, para não errarmos, para percebermos com clareza onde é que podemos ser eficazes”, concluiu.
Luís Mota, in O Comércio do Seixal e Sesimbra, 01-Maio-2009
Laurinda Alves esteve em Torres
Laurinda Alves esteve em Torres Vedras no passado dia 16 de Abril, para visitar dois projectos de apoio social: a Associação de Socorros de Dois Portos e a Dianova. Por diversas vicissitudes a visita a Dois Portos não ocorreu, ficando adiada para data a combinar, mas na Dianova tomou contacto com o trabalho desenvolvido por aquela instituição.
A candidata do Movimento Esperança Portugal (MEP) esteve posteriormente à conversa com a comunicação social dando a conhecer que a sua travessia pelo país se prende com a necessidade de contactar com os excluídos e mais frágeis no sentido de acrescentar mais uma voz para contrariar a crise. Afinando o seu olhar para o país real, como fez questão de sublinhar, Laurinda Alves sabe que, apesar dos elementos do MEP não terem experiência político-partidária, é possível que ela seja eleita.
A área onde centra a sua atenção é a protecção aos mais frágeis, daí visitar essencialmente instituições de apoio social e aí tem encontrado muitas pessoas a desenvolverem trabalho e com vontade de superarem a crise. “Tenho passado a mensagem da esperança activa e visto muitas pessoas a darem a volta à situação”, afirmou Laurinda Alves, que está convicta que a política tradicional está em falência e que o futuro assenta numa política de cidadania. A candidata apela por isso ao trabalho voluntário em prol da comunidade. “Temos de nos ajudar e de dar o nosso contributo”, desafia a cabeça de lista do MEP às europeias.
Relativamente à realidade que viu no concelho considera que apesar de estar tão perto de Lisboa acaba por estar longe em determinadas áreas, nomeadamente as desigualdades existentes entre a cidade e o resto do concelho.
Com uma mensagem constante de esperança, Laurinda Alves quer que a sua voz seja escutada na defesa dos mais necessitados, até porque o MEP identificou os perfis das pessoas com maiores vulnerabilidades e risco de exclusão e apresenta propostas concretas para combater a situação.
Pode dizer-se que Laurinda Alves está a passar por um momento muito especial na sua vida. Depois de anunciar a sua candidatura às eleições europeias pelo Movimento Esperança Portugal (MEP), a cronista apresentou, na Fnac do Chiado, o seu mais recente livro, Coisas da Vida.
O espaço encheu-se rapidamente com amigos e admiradores da escritora, que fez questão de cumprimentar todas as pessoas quando chegou.
E foi neste ambiente quase familiar que Laurinda partilhou com a plateia os sentimentos que pautaram toda a criação deste livro: “Penso que este livro é o mais importante do período pós-fim da [revista] Xis.
Foram dois anos muito difíceis, mas muito transformadores. E todas as histórias que conto neste livro ajudaramme a vivê-los.”
As dificuldades pelas quais passou, depois de ter perdido o emprego, quando foi extinta a revista que dirigia, parecem fazer parte do passado, e agora Laurinda Alves entrega-se de corpo e alma à sua candidatura à Europa.
Contudo, esta dedicação não põe em causa a sua grande prioridade, que continua a ser o bem-estar da família. Aliás, a escritora só aceitou esta aventura, porque conta com o apoio incondicional dos familiares e em especial do filho, Martim, fruto da sua relação com Miguel Sousa Tavares:
“Só aceitei este desafio porque a minha família me apoia e incentiva. O meu filho está quase a fazer 18 anos e está numa fase de maior autonomia. E já estou a preparar tudo para que as mudanças ocorram da melhor forma. Tem sido um desafio colossal, mas que me tem ajudado a crescer.”

