04/02/2012

MEP Europa

Por uma Europa de rosto humano


Foi notícia



semanario1

LAURINDA ALVES, CANDIDATA DO MOVIMENTO ESPERANÇA PORTUGAL AO PE

Por que razão uma pessoa ligada ao jornalismo se vira para a política? O que é que esta na génese deste apelo pela vida política? 
 
Eu continuo a fazer na política o que já estava a fazer no jornalismo. A revista XIS, que eu criei, já era um amplificador de vozes, uma expressão de cidadania e de militância cívica. Fazíamos um jornalismo em contracorrente, um jornalismo positivo, construtivo, de causas, e agora defendo na política estas mesmas causas que amplifiquei nos media. Há uma lógica de coerência e um princípio de consequência nesta minha decisão. Sinto que represento os cidadãos na política e as minhas causas são as causas sociais. 
 
Já foi convidada, pelo menos duas vezes, para integrar listas partidárias (em lugar elegível) ao Parlamento Europeu. Recusou sempre. Por que razão decidiu agora aceitar? Ainda mais num cenário mais difícil em termos políticos. 
 
Foi precisamente por atravessarmos tempos difíceis em que nos é exigido a todos darmos passos e comprometermo-nos na construção do bem comum. Em tempos de crise temos que nos fazer todos os dias a pergunta sagrada de Gibran que J.F. Kennedy imortalizou nos seus tempos de campanha eleitoral. A pergunta de Khalil Gibran, autor de O Profeta, é: “Não perguntes à vida o que é que ela te pode dar, pergunta-te o que podes dar à vida.” Esta interrogação, com esta urgência e com este sentido de contributo cívico e social, foram o que me levaram a comprometer com esta nova maneira de fazer política que é a política dos cidadãos que não cresceram nas estruturas partidárias nem dependem da política e representam uma imensa legião de pessoas que não se reconhecem nos políticos convencionais. 
 
Sendo uma mulher de causas sociais, acha que este convite do MEP para encabeçar a lista às europeias, poderá ser interpretado também como um reconhecimento pelo seu trabalho? 
 
Espero sinceramente que sim. 
 
O primeiro desafio eleitoral que o MEP terá vão ser as eleições em que a Laurinda Alves é a cabeça de lista. Sente o peso dessa responsabilidade? 
 
Sinto, acima de tudo, que quero contribuir para que este movimento de cidadãos empenhados em acrescentar valor e valores à política tenha mais visibilidade, impacto, notoriedade, reconhecimento e expressão. E importante enraizar o MEP e esta nova atitude na sociedade e nas mentalidades. Temos que aprofundar a nossa dimensão humanista e criar raízes cívicas mais fundas. A aposta neste exercício de cidadania e o desafio de me candidatar ao Parlamento Europeu, que é um centro de decisão onde se decide a nossa vida todos os dias é, de facto, um desafio de grande responsabilidade mas curiosamente não me pesa. Torna-me responsável mas não me acrescenta peso. Sei que esta certeza vem do facto de contar com uma fabulosa equipa no MEP e MEP Europa. 
 
Não teme que a pouca visibilidade que o partido tem junto da opinião pública possa influenciar negativamente o seu resultado eleitoral? 
 
Há, naturalmente, um longo caminho a percorrer em termos de visibilidade junto da opinião pública. Mas é esse o caminho que estamos a fazer há cinco meses, atravessando o País de norte a sul (ilhas incluídas), dando-nos a conhecer e conhecendo ainda melhor o país real, no momento actual. Confio que são as minorias que fazem avançar o mundo. 
 
Se for eleita deputada ao Parlamento Europeu, que caderno de encargos pretende apresentar? 
 
O caderno de encargos é público, foi definido colectivamente pelo MEP e pelos membros da lista às europeias e deu forma a um pequeno mas ambicioso programa eleitoral que tem na frase “Por uma Europa de Rosto Humano” o seu mote fundamental. Procurámos inspiração no espírito e nos ideais dos fundadores da União Europeia e temperámo-lo com a necessidade de contribuir, desde logo, junto dos portugueses, com uma outra forma de assumir os seus anseios face a este projecto político singular tantas vezes mal compreendido e mal acarinhado. É para evitar esse virar de costas e um certo desprezo ou secundarização do projecto europeu que nos bateremos. 
 
Acredita que pode ser eleita para o Parlamento Europeu? 
 
Acredito e repare que não falo em expectativas irrealistas. Sei que é uma eleição extraordinariamente difícil, mas não é impossível. Só é impossível aquilo que não tentamos e, nesta lógica, estou a tentar contribuir para que o MEP tenha voz e expressão europeia. Acredito que posso ser eleita por uma conjugação de três factores: o reconhecimento público do meu trabalho e da minha militância cívica; o reconhecimento público do trabalho, causas e acção na área social de Rui Marques e o número de pessoas que conseguimos tocar durante esta campanha, com esta mensagem e esta atitude de “novos-políticos” que ampliam a voz dos cidadãos. 
 
Falemos de duas ou três questões concretas. É a favor ou contra o Tratado de Lisboa? Porquê? 
 
Consigo perceber a frustração de quem tem a ambição de querer um projecto europeu, um conjunto de instituições e de regras de entendimento, melhores do que as previstas no Tratado de Lisboa, mas já não entendo bem os que usam essa insatisfação para defender a cristalização do projecto numa etapa anterior que em vários aspectos fundamentais fica aquém do avanço que constitui o Tratado de Lisboa. Como símbolo da bondade deste tratado face àquele que se encontra ainda em vigor, recordo que teremos um Parlamento Europeu com mais competências em áreas até aqui exclusivas da Comissão ou do Conselho, com mais poder para contribuir para as decisões importantes da União Europeia sendo chamado a co-decidir em quase todas as áreas legislativas. O Parlamento Europeu é por excelência o bastião da democracia da União Europeia, caminhar para a sua crescente responsabilização é um avanço muito importante que o Tratado de Lisboa permite. 
 
É favorável à entrada da Turquia na União Europeia? 
 
Da Turquia, dos países balcânicos e de outras nações desde que respeitem o “caderno de encargos” económico, político e civilizacional nos moldes daquele que definimos de comum acordo com os nossos parceiros turcos. Respeitadas estas pré-condições deve seguir-se naturalmente a adesão definitiva e de pleno direito. Seria uma excelente notícia para o Mundo, uma óptima garantia em favor da paz, se a Turquia, no futuro próximo, conseguisse desenvolver as reformas indispensáveis para garantir a entrada plena na União Europeia. 
 
Acha que Durão Barroso deve estar à frente da Comissão Europeia por mais um mandato? 
 
O actual presidente foi ao longo do seu mandato factor de união e gerador de consensos.Foi sempre uma mais-valia para a União Europeia. É isso que devemos reter quando temos que tomar a decisão de apoiar ou não a sua recandidatura para este cargo. O MEP já tomou a sua decisão de princípio, que eu partilho inteiramente: iremos apoiar a recandidatura do actual presidente da Comissão Europeia.

Inês Sousa, in Semanário 24-Abril-2009

Tornar a União Europeia mais “humana”

Por alberto.rebolaem 25/04/2009


radiocavado1A conhecida jornalista Laurinda Alves é o rosto do MEP - Movimento Esperança Portugal para as próximas eleições europeias.

O MEP foi formado há cerca de um ano, e agora apresenta Laurinda Alves como cabeça de lista às eleições europeias. A jornalista está a fazer um périplo pelo país para apresentar as razões que a levaram a aceitar o convite para se candidatar ao Parlamento Europeu e esteve no passado dia 21 em Barcelos.
A campanha da candidata a eurodeputada vai ser virada para a área social de forma a humanizar a Europa “burucratizada e distante das pessoas”.
Laurinda Alves diz que esta linha segue o que já fazia no jornalismo que sempre foi positivo e construtivo, procurando uma lógica de acrescentar valor: “Eu procuro continuar a fazer isso na política. Quero apresentar um lado positivo de uma área que está descredibilizada, manchada e reduzida à sua expressão mínima. Eu quero mostrar que os políticos não são todos iguais e não são todos maus”.
Querendo uma Europa mais solidária, a candidata do MEP pretende recentrar os valores no projecto que os pais fundadores da União Europeia tinham inicialmente, muito mais virados para as questões sociais e humanas.
Quanto a projectos, pretende uma UE que promova uma verdadeira integração dos imigrantes, e que não se limite a controlar os seus fluxos.
Pretende que, em tempo de crise o esforço de formação das pessoas seja alargado, e que programas como o Erasmus sejam alargados, no seu espírito, e que não contemplem apenas os estudantes, mas promovam o intercâmbio de profissionais entre os países como, por exemplo, funcionários públicos, médicos ou professores.
A candidata diz que Portugal está a receber da Europa há 23 anos, pelo que é altura em tempos difíceis, dar alguma coisa: “Nós sempre recebemos da União Europeia e nunca demos nada em troca. Chegou a altura de devolvermos. Como não sobra dinheiro, é altura de potenciarmos os programas de voluntariado”.
Laurinda Alves tem como objectivo a sua eleição como eurodeputada, e está a procurar levar a sua mensagem, falando em nome dos descrentes e desanimados com a situação actual de crise extrema.

Outra visão da política 

Laurinda Alves vê-se agora na dupla qualidade de jornalista e política. A própria não esconde uma certa admiração por esta sua nova condição. O que demonstra é já uma visão muito diferente sobre a forma com vê a política e o papel que os políticos devem ter no actual contexto de crise.
A cabeça de lista pelo MEP às eleições Europeias deu um passo em direcção ao “voluntariado político”, explicando em Barcelos que “é preciso haver um voluntariado da cidadania, que envolva os cidadãos e que dê esta noção do contributo”.
A jornalista lamentou o facto das pessoas se revelarem muito distantes das questões Europeias, propondo-se a “mobilizar os eleitores a irem votar”, mostrando que o espaço europeu é, acima de tudo, dos cidadãos e que estes devem contribuir para a sua construção.

Carlos Cunha, in Rádio Cávado, 23-Abril 2009

As pessoas sentem-se muito distantes da Europa

Por alberto.rebolaem 23/04/2009


registo“Acredito que são as minorias que fazem avançar o mundo”. Em entrevista ao Registo, aquando da sua deslocação, este fim-de-semana ao Alentejo, a jornalista Laurinda Alves, cabeça-de-lista do Movimento Esperança Portugal (MEP) ao Parlamento Europeu, explica os seus objectivos de campanha. E diz que quer percorrer o país pela “realidade mais dura”. A das causas sociais.

Como é que surgiu este convite para se candidatar às Eleições Europeias?
As pessoas sente-se muito distantes da Europa. Olham para a Europa como uma Europa muito regulamentadora, muito normativa, muito burocratizada e pouco humana. É uma pena que assim seja porque, mais que um projecto político e económico, esta União Europeia é uma comunidade de povos e pessoas. Os pais fundadores desta Europa juntaram estas comunidades de povos e pessoas num projecto com uma dimensão humana que se foi perdendo e subvertendo para esta lógica muito economicista e muito politica. Importa recentrar o olhar em relação às origens, aos pais fundadores e aprofundar este lado humanista da Europa.

Qual o”feedback”que está a retirar desta experiência?
Olhando para trás, desde o inicio da campanha em Janeiro, vejo que os últimos quinze anos quase que adivinharam isto. Porque a XIS já era uma revista em contra-corrente, já era uma revista de militância cívica, de expressão de cidadania, de causa, de jornalismo positivo e construtivo. É como se houvesse um princípio de coerência e uma lógica de consequência e agora tivesse a fazer na política aquilo que já estava a fazer no jornalismo, porque eu já não era uma jornalista convencional. Sou uma comunicadora, faço opinião mas já não era uma jornalista repórter.

E as pessoas que tem abordado, como reagem?
As pessoas não me estranham e eu também não estranho a minha posição. Essa naturalidade faz com que as pessoas tenham uma abertura a esta novidade para verem alguém que responde com a sua vida, que dá este passo para a política e que está a defender as mesmas causas que já defendia antes. Não é uma adesão maciça, mas continuada, progressiva, cada vez maior. Eu acredito que são as minorias que fazem avançar o mundo. Eu trabalho com as minorias, pelas minorias e com as minorias. Por isso vejo que esta imensa minoria que se vai deixando transformar por um movimento como MEP também vai ingressando, e isso é uma surpresa feliz.

Qual o objectivo da campanha política que Está a promover em todo o país?
Eu estou a percorrer o país de norte a sul com um duplo objectivo. Por um lado, de me dar a conhecer nesta condição de nova política e de divulgar o programa do partido, por outro, afinar o meu olhar sobre este país real, ou seja, eu conheço bem o país mas agora procuro ter um olhar muito afinado sobre um país a que me candidato representar na Europa.

Que locais tem procurado visitar?
Tenho atravessado o país pela realidade mais dura, a das causas sociais dos excluídos, dos mais desfavorecidos, dos mais frágeis, dos mais vulneráveis, ou seja, as crianças e jovens em risco, as mães adolescentes, as vitimas de violência domestica, os mais idosos, os reclusos, os toxicodependentes, entre outros. Além destes, tenho visitado também projectos de cidadania e projectos na área cultural. Acima de tudo, tem sido uma multiplicação de instituições e associações na área social de forma a poder alcançar a realidade social do país.

O MEP surgiu de um movimento de cidadania. Qual o principal contributo na politica nacional?
O MEP é um partido político novo que nasceu de um movimento de cidadãos sem experiência política. Nenhum de nós depende da política, todos nós temos vida para além da política, nenhum de nós cresceu nas juventudes partidárias com tudo o que isso tem de virtude mas às vezes também de vício. Como nenhum depende da política nem do partido, há uma noção de contributo em acrescentar valor à política nacional. Queremos acrescentar credibilidade à política numa altura em que os políticos estão muito descredibilizados. O facto de haver um movimento de cidadãos que arrisca, que se expõe e que acrescenta protagonistas, novas ideias, novas pessoas e novas medidas no terceiro sector é um movimento de esperança. A política convencional é uma política em transformação. Hoje em dia, a política da esquerda, direita e centro está a evoluir para uma politica de cidadania, uma intervenção cívica e este movimento também representa isso. O partido quer acrescentar medidas concretas para área social, tem a ver com o despertar de consciências da sociedade civil, dos cidadãos, e depois na política agir, intervir e actuar.

Foi nesse sentido que surgiu o slogan da sua campanha,”por uma Europa de rosto humano”?
Sim. O primeiro e último critério de todas as políticas têm de ser o ser humano, a unidade na diversidade, tem de ser o desenvolvimento humano sustentável. Se não criarmos uma relação de responsabilidade entre gerações e se não nos acolhermos uns ao outros, neste momento numa Europa onde vivem 500 milhões de habitantes e 78 milhões estão em situação de pobreza extrema, corremos o risco de multiplicar estes milhões em vez de os conter e minimizar. E porque, em tempos de crise, os pobres ficam mais pobres e os frágeis ficam mais vulneráveis, temos de acrescentar medidas nos centros de decisão, nomeadamente no Parlamento Europeu, para proteger estas pessoas.

Acredita que esse é o caminho para combater a crise social e moral que se instalou em consequência da crise financeira internacional?
Eu acho que todos juntos temos que acrescentar vozes à política de esperança que ficou mais fácil com a eleição do presidente Obama. Ele provou que ninguém consegue atravessar estar crise sozinho, à escala individual, sozinho enquanto país e sozinho no Mundo. Uma Europa unida, mais coesa na sua diversidade é meio caminho andado para atravessar esta crise. Neste sentido, acho que estas crises são sempre crises transformadoras, tempos difíceis e exigentes, mas também são sempre oportunidades de reaprendermos e transformarmos alguma coisa em termos de sociedade, em termos individuais e em termos de paisagem interior. É quando todos precisamos que todos estamos moralmente obrigados a contribuir e a dar.

Verónica Ferreira, Registo, 20-Abril-2009

Jornalista acredita na eleição

Por alberto.rebolaem 23/04/2009


vozminhoLaurinda Alves candidata-se por uma Europa “mais humana”

“Por uma Europa de rosto humano”, o slogan da candidatura da jornalista Laurinda Alves ao Parlamento Europeu. A candidata apresentou-se ontem em Barcelos, convencida que vai conseguir ser eleita a 7 de Junho. 

Laurinda Alves, a cabeça de lista do Movimento Esperança Portugal (MEP) às próximas eleições europeias, disse ontem em Barcelos que aceitou candidatar-se, porque acredita que no tempo de crise que a Europa vive, é necessário uma visão diferente do país e da Europa, uma visão mais virada para a área social.
A jornalista, que ao longo da sua carreira apostou “num jornalismo positivo na área social”, decidiu agora aceitar este desafio para evitar que a Europa “se burocratize ainda mais”. Laurinda Alves considera que Portugal “tem muito a dar à Europa”. Apoiada na sua experiência de voluntariado, a candidata do MEP está convencida que o “voluntariado é uma obrigação moral” e que “temos que ser voluntários porque somos conscientes”.
Com esta candidatura, Laurinda Alves quer “tocar os descrentes, os descontentes e os desanimados”, mas também aqueles “que chegam pela primeira vez à vida cívica”. A cara do MEP quer mostrar que os “políticos não são todos iguais” e quer, por isso, “tentar dar credibilidade a uma área que caiu em descrédito”.
Para já, Laurinda Alves quer mesmo convencer os cidadãos a apoiarem a sua candidatura. Acredita que a eleição é possível e diz mesmo que a efectivar-se será “um acontecimento histórico, não para a Laurinda Alves, mas para todos os que se juntaram a si e acreditaram que o exercício da cidadania é possível”.
A jornalista assenta a sua candidatura em pressupostos como “o contributo dos cidadãos”, a “mobilização para a Europa”, uma “política de proximidade”. Diz-se “completamente contra o fecho das fronteiras”, defende antes, “uma política de integração e acolhimento dos imigrantes”. Uma das apostas do seu mandato, caso seja eleita, será lutar para que o espírito Erasmus – da mobilidade de estudantes – seja “aberto a mais classes profissionais”.

Fátima Vilaça, in A Voz do Minho

Laurinda Alves aposta na área social

Por alberto.rebolaem 22/04/2009


barcelospopular1A jornalista Laurinda Alves apresentou esta terça-feira, em Barcelos, o Movimento Esperança Portugal (MEP), candidato às eleições europeias a 7 de Junho e centrado na coesão social, educação, solidariedade e família.

“Se for eleita será histórico para o cidadão, terá a sua voz ampliada”, disse a antiga jornalista da RTP e ex-directora das revistas “XIS” e “Pais e Filhos”, que quer manter o “olhar construtivo e positivo” para resgatar a confiança nos políticos, aproximar as pessoas ao Parlamento Europeu e potenciar o desenvolvimento humano sustentável e a interdependência Europa/Mundo.

Barcelos Popular, 21 de Abril de 2009



eleicoes200922002LNT – O surgimento do MEP como Partido Político é uma inovação no quadro eleitoral português. A sua lista, começando por si, apresenta “sangue novo” num já estafado leque de candidatos apresentados há décadas pelos Partidos Políticos tradicionais. Qual é, do seu ponto de vista, a vantagem que estas novas caras podem trazer para a credibilização da política e dos políticos junto do eleitorado?

Laurinda Alves – A primeira grande vantagem é a aposta na cidadania e na valorização do papel dos cidadãos na política. Há outras vantagens, como a de acrescentar novos protagonistas, novas ideias e uma nova atitude na política. Esta lógica de acrescentar valor e pessoas é uma lógica construtiva que pretende dar um contributo positivo na construção do bem comum e marcar a diferença relativamente a outros partidos ou movimentos.

LNT – Para que exista impacto político no PE os deputados europeus eleitos nos diversos países tentam incluir-se nas grandes famílias políticas europeias. Sendo eleita para o Parlamento Europeu qual será o Grupo Parlamentar Europeu que integrará?

Laurinda Alves – A cada nova eleição a geometria dos Grupos Parlamentares presentes no Parlamento Europeu altera-se, os grupos nascem e desintegram-se com bastante frequência e a natureza dos ideais defendidos sofre consideráveis alterações à medida que entram ou saem novos países ou partidos nacionais das coligações. A decisão será assim tomada depois das eleições, sendo também possível que não venhamos a integrar qualquer grupo parlamentar. Achamos que o nosso programa eleitoral (http://www.mep.pt/europa/aaaa/) é suficientemente claro para que o eleitor perceba porque nos bateremos.

LNT – Como cabeça de lista ao Parlamento Europeu defende que os candidatos da sua lista possam ser igualmente candidatos a outras eleições a realizar em Portugal, neste ano de 2009, podendo com isso renunciar aos lugares para que venham a ser eleitos nas próximas eleições europeias?

Laurinda Alves – Há um código de ética política no MEP (http://www.mep.pt/images/codigo_de_etica_politica.pdf) que estabelece que o cumprimento integral dos mandatos é um valor em si e é um símbolo da forma diferente de fazer política que pretendemos oferecer aos portugueses. Salvo uma situação em que seja evidente uma situação de bem maior para o serviço do país ou manifesta incapacidade pessoal de cumprir com o mandato, os eleitos do MEP cumprirão, por princípio os seus mandatos. É para um candidato do MEP inadmissível candidatar-se simultaneamente a dois actos eleitorais mesmo que indicando previamente qual o mandato que respeitará caso venha a conseguir a eleições nas duas eleições distintas. Se eu e outros membros da lista do MEP viermos a ser eleitos para o Parlamento Europeu não nos verão a concorrer uns meses depois a uma câmara municipal do país por mais relevante que ela seja. É uma questão de respeito básico pelos eleitores, precisamente aquilo que tantas vezes vai faltando na nossa democracia e que justifica em parte o surgimento do MEP.

Luís Novaes Tito, 21 de Abril de 2009 | Europeias, Informação

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