A crise do crédito aumentou substancialmente as dificuldades financeiras dos pequenos empresários e empreendedores. Para fazer face a este problema, o Parlamento Europeu aprovou em 24 de Março um relatório, elaborado pelo eurodeputado húngaro Zsolt Becsey, sobre novas formas de financiar boas ideias. Se é criativo e empreendedor mas está sem emprego ou detém um pequeno negócio, a proposta de Becsey pode ser a solução para os seus problemas.
Sendo o microcrédito uma prática comum nos países menos desenvolvidos, o que há de novo neste relatório?
“A novidade diz respeito à qualidade da ideia. Qualquer iniciativa europeia no domínio do microcrédito deve produzir efeitos inovadores e concentrar-se nas pessoas que não reúnem os critérios exigidos pelos bancos tradicionais. A ideia é trazê-los de volta para o mercado de trabalho”.
Por que motivo é necessário envolver as entidades credoras?
“É uma mais valia para todos. Algumas experiências não só na Ásia mas também na União Europeia, designadamente em França e na Roménia, demonstram que mais de 90% das empresas ainda se encontram no mercado passados dois anos e que, decorrido algum tempo, acabam por se tornar clientes dos bancos comerciais. Nesse sentido, o microcrédito funciona como uma espécie de incubadora para potenciais clientes”.
O microcrédito tem sido associado aos países em desenvolvimento. A Europa está a regredir?
“Não, mas a Europa tem de saber lidar com os segmentos da sociedade que se encontram fora do mercado de trabalho, como a comunidade romanichel, os novos imigrantes e as mulheres dos imigrantes. De outra forma teremos sérias dificuldades em manter o nível de emprego nos 70% e, sem isso, não seremos capazes de progredir”.
O que acontecerá depois da votação?
“Esperamos que a nova Comissão dê seguimento ao convite legislativo e que o projecto-piloto relativo ao microcrédito, previsto no orçamento geral da UE, tenha início no final deste ano”.
“A novidade diz respeito à qualidade da ideia. Qualquer iniciativa europeia no domínio do microcrédito deve produzir efeitos inovadores e concentrar-se nas pessoas que não reúnem os critérios exigidos pelos bancos tradicionais. A ideia é trazê-los de volta para o mercado de trabalho”.
Por que motivo é necessário envolver as entidades credoras?
“É uma mais valia para todos. Algumas experiências não só na Ásia mas também na União Europeia, designadamente em França e na Roménia, demonstram que mais de 90% das empresas ainda se encontram no mercado passados dois anos e que, decorrido algum tempo, acabam por se tornar clientes dos bancos comerciais. Nesse sentido, o microcrédito funciona como uma espécie de incubadora para potenciais clientes”.
O microcrédito tem sido associado aos países em desenvolvimento. A Europa está a regredir?
“Não, mas a Europa tem de saber lidar com os segmentos da sociedade que se encontram fora do mercado de trabalho, como a comunidade romanichel, os novos imigrantes e as mulheres dos imigrantes. De outra forma teremos sérias dificuldades em manter o nível de emprego nos 70% e, sem isso, não seremos capazes de progredir”.
O que acontecerá depois da votação?
“Esperamos que a nova Comissão dê seguimento ao convite legislativo e que o projecto-piloto relativo ao microcrédito, previsto no orçamento geral da UE, tenha início no final deste ano”.

