Os jornais anunciam um crescimento assustador de desempregados de longa duração, atingindo o valor de 326.000 pessoas. Há algum tempo, o MEP preparou um dossier sobre o tema que vale a pena retomar .
Quinta-feira, 09 de Setembro de 2010
Última actualização20:28 GMT


“Chumbar ou não chumbar não é a questão”
O final do actual ano lectivo tem sido prolixo em alterações e novidades. Algumas necessárias, embora dolorosas, outras conceptualmente defensáveis, ainda que no timing errado e outras pura e simplesmente mal formuladas, como é o caso da recente proposta para debater o “fim dos chumbos”.

Ataca-se o deficit à custa dos mais carenciados?
Entra hoje em vigor o corte no Rendimento Social de Inserção (RSI) e o fim do apoio complementar à habitação e à saúde neste universo de beneficiários. Anuncia-se, com pompa e circunstância, que assim se poupará anualmente 90 a 130 milhões de euros (consoante o ano de referência). Esta foi das primeiras medidas assumidas, há alguns meses, pelo actual Governo para o combate ao deficit. Curiosamente pelo Governo paladino da defesa do Estado Social.
Em tempo de greves dos maquinistas da CP, cujos transtornos lamentamos e que em nada ajudam ao momento que o país atravessa, nem contribuem para o reforço desejável do papel social dos transportes públicos, o MEP recupera a defesa feita no seu programa de um Plano Nacional de Transportes Públicos, que promova a maior utilização de transportes públicos e que desincentive a utilização do transporte individual, especialmente dentro das principais cidades:
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