
O MEP, no seu IIº Congresso, realizado nos passados dias 6 e 7 de Março, decidiu defender a importância da recandidatura do Prof. Cavaco Silva à Presidência da República.
Nessa opção, o MEP teve em consideração os seguintes factores:a. Quem melhor serve o interesse do País, no actual contexto social e político.
b. Quem tem mais e melhor experiência de estadista.
c. Quem pode ter maior proximidade aos princípios do MEP.
A. O actual contexto político é muito delicado. O País vive uma crise financeira, económica e social muito grave.a. A saída da crise joga-se, entre outras dimensões, na credibilidade, confiabilidade e experiência que os principais responsáveis políticos possam evidenciar. Num jogo de expectativas, e com uma enorme pressão dos mercados internacionais que podem ser determinantes no agravamento da crise, a segurança oferecida pelas instituições nacionais é um factor essencial. O Professor Cavaco Silva representa um activo muito relevante neste contexto .
b. O Prof. Cavaco Silva com a sua longa experiência (também) governativa tem uma grelha de leitura da realidade política que poucos políticos portugueses terão. O País não a pode dispensar, no clima de crise que vivemos.
c. O contexto actual de minoria parlamentar somado à crise económica e social exige um enorme bom-senso do Presidente da República, na busca de consensos e numa magistratura de influência para garantir estabilidade. É inquestionável o papel essencial que o Professor Cavaco Silva teve na aprovação do OE 2010 , como teve no início do mandato, garantindo ao governo um apoio inexcedível. Neste contexto politico-social, não são aconselháveis protagonistas com "estados de alma" ou inexperientes na negociação política.
B. O exercício da função de Presidente da República sempre foi, nos últimos 25 anos da democracia portuguesa, protagonizado por políticos com grande experiência anterior (Mário Soares, Jorge Sampaio e Cavaco Silva). E bem. A mais-valia do conhecimento da esfera política, nomeadamente o exercício anterior de funções políticas de responsabilidade, é um critério importante de elegibilidade particularmente para Presidente da República. Acresce que há uma curva de aprendizagem que é benéfica. Cavaco Silva fez um bom primeiro mandato e seria um desperdício perder a curva de aprendizagem percorrida . Ser Presidente da República é uma função muito complexa mesmo para quem conhece a política por dentro, não pode ser um espaço (particularmente no actual contexto) de experimentalismo.
C. Quem evidencia uma maior proximidade dos valores do MEP? Aparentemente, a resposta pode não parecer óbvia, mas é Cavaco Silva. No seu primeiro mandato presidencial, foi um permanente porta-voz da política da esperança e da confiança nos portugueses. Os seus roteiros pelo país puxaram pelo melhor que os portugueses fazem, contra a lamúria e o pessimismo. Evidenciou uma clara preocupação social com os temas da exclusão social e da pobreza. Soube cultivar a discrição para construir pontes – até ao limite – e centrar-se na defesa do bem comum e do serviço do interesse nacional.
Quando relemos a sua mensagem de Ano Novo, para 2010, não podemos deixar de nos sentir identificados (ver anexo).
Por isso, e com o devido respeito pelos outros candidatos já anunciados, o MEP entendeu constituir o maior serviço ao interesse nacional e ao bem-comum, a recandidatura do Prof. Cavaco Silva e a sua eleição para um segundo mandato.
Relaccionados
- Reafirmando o apoio à recandidatura de Cavaco Silva
- CALCOB- Cooperativa Agrícola dos Lavradores de Oliveira do Bairro - Resposta económica à crise
- MEP anuncia o nome do 1º candidato da lista às Eleições Europeias
- Apelo para uma Ética e um consenso alargado para o combate à pobreza. Um novo contrato social?
- MEP apoia declaração do PR sobre Lei do Divórcio

João Ricardo Lopes
said:
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Ainda é cedo Em meu entender, ainda é cedo para que qualquer força política esteja comprometida com a eventual recandidatura ou mesmo à releiçao do Prof. Aníbal Cavaco Silva. Penso que seria útil o ponderar desta posição, tanto mais que não sabemos se vai ou não aparecer alguém dentro da mesma área. |
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Pedro Cerqueira
said:
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Formar um partido pedra a pedra. Seria útil ao partido, não colocar comentários que contradigam a posição oficial do Movimento. Temos de aprender a viver como partido... ... e não como um conjunto de pessoas. |
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Carlos Miguel Sousa
said:
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Coerência De falta de coerência não se pode acusar o MEP. Começou "ás direitas" e assim continua. |
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