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Quinta-feira, 29 de Julho de 2010

Última actualização22:00 GMT


Razões do apoio à recandidatura do Prof. Cavaco Silva à Presidência da República

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O MEP, no seu IIº Congresso, realizado nos passados dias 6 e 7 de Março, decidiu defender a importância da recandidatura do Prof. Cavaco Silva à Presidência da República.

Nessa opção, o MEP teve em consideração os seguintes factores:

a. Quem melhor serve o interesse do País, no actual contexto social e político.

b. Quem tem mais e melhor experiência de estadista.

c. Quem pode ter maior proximidade aos princípios do MEP.

A. O actual contexto político é muito delicado. O País vive uma crise financeira, económica e social muito grave.

a. A saída da crise joga-se, entre outras dimensões, na credibilidade, confiabilidade e experiência que os principais responsáveis políticos possam evidenciar. Num jogo de expectativas, e com uma enorme pressão dos mercados internacionais que podem ser determinantes no agravamento da crise, a segurança oferecida pelas instituições nacionais é um factor essencial. O Professor Cavaco Silva representa um activo muito relevante neste contexto .

b. O Prof. Cavaco Silva com a sua longa experiência (também) governativa tem uma grelha de leitura da realidade política que poucos políticos portugueses terão. O País não a pode dispensar, no clima de crise que vivemos.

c. O contexto actual de minoria parlamentar somado à crise económica e social exige um enorme bom-senso do Presidente da República, na busca de consensos e numa magistratura de influência para garantir estabilidade. É inquestionável o papel essencial que o Professor Cavaco Silva teve na aprovação do OE 2010 , como teve no início do mandato, garantindo ao governo um apoio inexcedível. Neste contexto politico-social, não são aconselháveis protagonistas com "estados de alma" ou inexperientes na negociação política.

B. O exercício da função de Presidente da República sempre foi, nos últimos 25 anos da democracia portuguesa, protagonizado por políticos com grande experiência anterior (Mário Soares, Jorge Sampaio e Cavaco Silva). E bem. A mais-valia do conhecimento da esfera política, nomeadamente o exercício anterior de funções políticas de responsabilidade, é um critério importante de elegibilidade particularmente para Presidente da República. Acresce que há uma curva de aprendizagem que é benéfica. Cavaco Silva fez um bom primeiro mandato e seria um desperdício perder a curva de aprendizagem percorrida . Ser Presidente da República é uma função muito complexa mesmo para quem conhece a política por dentro, não pode ser um espaço (particularmente no actual contexto) de experimentalismo.

C. Quem evidencia uma maior proximidade dos valores do MEP? Aparentemente, a resposta pode não parecer óbvia, mas é Cavaco Silva. No seu primeiro mandato presidencial, foi um permanente porta-voz da política da esperança e da confiança nos portugueses. Os seus roteiros pelo país puxaram pelo melhor que os portugueses fazem, contra a lamúria e o pessimismo. Evidenciou uma clara preocupação social com os temas da exclusão social e da pobreza. Soube cultivar a discrição para construir pontes – até ao limite – e centrar-se na defesa do bem comum e do serviço do interesse nacional.
Quando relemos a sua mensagem de Ano Novo, para 2010, não podemos deixar de nos sentir identificados (ver anexo).

Por isso, e com o devido respeito pelos outros candidatos já anunciados, o MEP entendeu constituir o maior serviço ao interesse nacional e ao bem-comum, a recandidatura do Prof. Cavaco Silva e a sua eleição para um segundo mandato.

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Nessa opção, o MEP teve em consideração os seguintes factores:

 

a.      Quem melhor serve o interesse do País, no actual contexto social e político.

 

b.      Quem tem mais e melhor experiência de estadista.

 

c.       Quem pode ter maior proximidade aos princípios do MEP.

 

 

A.     O actual contexto político é muito delicado. O País vive uma crise financeira, económica e social muito grave.

a.       A saída da crise joga-se, entre outras dimensões, na credibilidade, confiabilidade e experiência que os principais responsáveis políticos possam evidenciar. Num jogo de expectativas, e com uma enorme pressão dos mercados internacionais que podem ser determinantes no agravamento da crise, a segurança oferecida pelas instituições nacionais é um factor essencial. O Professor Cavaco Silva representa um activo muito relevante neste contexto[1].

 

b.      O Prof. Cavaco Silva com a sua longa experiência (também) governativa tem uma grelha de leitura da realidade política que poucos políticos portugueses terão. O País não a pode dispensar, no clima de crise que vivemos.

 

c.       O contexto actual de minoria parlamentar somado à crise económica e social exige um enorme bom-senso do Presidente da República, na busca de consensos e numa magistratura de influência para garantir estabilidade. É inquestionável o papel essencial que o Professor Cavaco Silva teve na aprovação do OE 2010[2], como teve no início do mandato, garantindo ao governo um apoio inexcedível. Neste contexto politico-social, não são aconselháveis protagonistas com “estados de alma” ou inexperientes na negociação política.

 

 

B.     O exercício da função de Presidente da República sempre foi, nos últimos 25 anos da democracia portuguesa, protagonizado por políticos com grande experiência anterior (Mário Soares, Jorge Sampaio e Cavaco Silva). E bem. A mais-valia do conhecimento da esfera política, nomeadamente o exercício anterior de funções políticas de responsabilidade, é um critério importante de elegibilidade particularmente para Presidente da República. Acresce que há uma curva de aprendizagem que é benéfica. Cavaco Silva fez um bom primeiro mandato e seria um desperdício perder a curva de aprendizagem percorrida[3]. Ser Presidente da República é uma função muito complexa mesmo para quem conhece a política por dentro, não pode ser um espaço (particularmente no actual contexto) de experimentalismo.

 

 

  1. Quem evidencia uma maior proximidade dos valores do MEP? Aparentemente, a resposta pode não parecer óbvia, mas é Cavaco Silva. No seu primeiro mandato presidencial, foi um permanente porta-voz da política da esperança e da confiança nos portugueses. Os seus roteiros pelo país puxaram pelo melhor que os portugueses fazem, contra a lamúria e o pessimismo. Evidenciou uma clara preocupação social com os temas da exclusão social e da pobreza. Soube cultivar a discrição para construir pontes – até ao limite – e centrar-se na defesa do bem comum e do serviço do interesse nacional.

Quando relemos a sua mensagem de Ano Novo, para 2010, não podemos deixar de nos sentir identificados (ver anexo).

 

Por isso, e com o devido respeito pelos outros candidatos já anunciados, o MEP entendeu constituir o maior serviço ao interesse nacional e ao bem-comum, a recandidatura do Prof. Cavaco Silva e a sua eleição para um segundo mandato.


[1] Regista-se que na última crise - há duas semanas - quando as agências de rating “pressionavam”  Portugal, comparando-nos à Grécia, ouvimos a intervenção de Cavaco Silva (em sintonia com o Governo) repudiando claramente a comparação e dizendo “A avaliação das agências de rating em relação a Portugal está profundamente errada, é injusta e sem fundamento", afirmou o Presidente da República ao Expresso. Numa declaração fortíssima num momento em que os mercados internacionais põem em dúvida a capacidade económica e financeira de Portugal e o comissário europeu das Finanças equipara o país à Grécia, Cavaco Silva pôs os pontos nos is e declara: "os nossos indicadores objectivos são muito diferentes - e melhores. Portugal sempre foi um país cumpridor" (do Expresso, 8.2.2010). Dois dias depois, a pressão aliviou.

[2] “O Presidente da República disse acreditar que o Orçamento de Estado para 2010 vai ser aprovado, mas defendeu que essa aprovação seja feita de forma positiva."O Orçamento de Estado deverá ser aprovado, mas era importante que fosse aprovado de forma positiva", declarou Cavaco Silva, referindo que hoje, sábado, decorrerá uma reunião entre o primeiro-ministro, José Sócrates, e a líder do principal partido da oposição PSD, Manuela Ferreira Leite. Cavaco Silva acrescentou que tem vindo a acompanhar as negociações com "muito interesse" e reiterou que "tem esperança" que se chegue "a um final feliz". "Seria bom para o país e para os mercados internacionais que o Orçamento de Estado (OE) fosse aprovado", afirmou o Presidente da República. (JN, 23.1.2010)

[3] Não será por acaso que os anteriores presidentes fizeram sempre dois mandatos e o Pais beneficiou com isso.

 


Comentários (3)add comment

João Ricardo Lopes said:

Ainda é cedo
Em meu entender, ainda é cedo para que qualquer força política esteja comprometida com a eventual recandidatura ou mesmo à releiçao do Prof. Aníbal Cavaco Silva.
Penso que seria útil o ponderar desta posição, tanto mais que não sabemos se vai ou não aparecer alguém dentro da mesma área.
 
Março 16, 2010
Votos: +3

Pedro Cerqueira said:

Formar um partido pedra a pedra.
Seria útil ao partido, não colocar comentários que contradigam a posição oficial do Movimento. Temos de aprender a viver como partido... ... e não como um conjunto de pessoas.
 
Maio 07, 2010
Votos: +0

Carlos Miguel Sousa said:

Coerência
De falta de coerência não se pode acusar o MEP. Começou "ás direitas" e assim continua.
 
Maio 21, 2010
Votos: +0

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